D'Ale avalia queda física e diz que prefere jogar centralizado no Inter

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Internacional

    D'Alessandro quer jogar centralizado no meio-campo do Inter em seu retorno

    D'Alessandro quer jogar centralizado no meio-campo do Inter em seu retorno

D'Alessandro concedeu sua primeira entrevista coletiva desde que voltou ao Inter. Nesta terça-feira (07), o argentino negou que tenha perdido intensidade, mas reconheceu que não tem a mesma capacidade de outros tempos. Além disso, disse que ajudará onde for escalado, mas que prefere atuar centralizado. 

"Para eu render o mesmo que 2010, tem que tirar muitos anos de mim. Todo mundo cresce, mas no futebol se tem uma vida útil. Passa dos 30 anos, já te chamam de velho. Me chamaram muito de velho aqui. Mas o velhinho ainda está correndo. Ano passado eu joguei em um campeonato muito mais forte fisicamente que aqui. O Argentino não é tão vistoso no futebol, o Brasileiro é mais. Mas fisicamente é muito forte. E fui titular lá. Voltei sabendo que iria brigar por vaga em uma competição sadia com meninos de 19, 20 anos... Acabei jogando. E isso não é por acaso. Eu me esforço muito, fiz lá e faço aqui. Estou com quase 36 anos. Em 2010 eu poderia ir e voltar, marcar o lateral 20 vezes, que nada iria acontecer. Hoje é muito mais difícil. Eu sou consciente que não posso fazer este trabalho. Mas posso ajudar de outra maneira. Eu estou aqui para ajudar até onde o treinador achar que eu estiver cansado. Que me tire. Sou profissional e não tem lugar para quem não é, no futebol. Eu me cuido e posso ajudar", disse o gringo. 
 
D'Ale tem atuado aberto pelo lado direito no meio-campo do Internacional. Necessita, durante as partidas, marcar o lateral rival e acaba desgastado. Sem auxílio eficiente dos outros jogadores de meio-campo, acabou participando do lance do primeiro gol do Novo Hamburgo, no último sábado. Perdeu a bola, que no contra-ataque virou gol. 
 
Disposto a ajudar onde for necessário, D'Ale sublinhou que sua função original e preferida é ser meia clássico, jogar centralizado e perto dos dois atacantes. 
 
"Eu voltei aqui e falei com o treinador. Disse que queria ajudar. Se precisar de mim por fora, como foram nos últimos jogos, mesmo não tendo essa força física para fazer a beirada, vou fazer. Se o time precisar, não tenho problema. Não vou e nunca fiz de condicionar o treinador. Vocês sabem que minha posição sempre foi o meia, aquele hoje que pouco existe no futebol. O meia hoje é jogado para o lado, ou de atacante, ou de volante. Mas onde ele precisar, eu vou jogar. O importante é chegar no final com o objetivo cumprido que é a Série A", completou D'Ale. 
 
Capitão do Internacional, ele preferiu não externar sua opinião sobre as atuações recentes. Com menos de um mês de preparação, a ideia é guardar avaliações para momentos particulares. 
 
"Eu não faço análise particular, só em casa. Só comigo acontece essa análise. Mas eu não faço para fora, só para mim. Depois com o treinador. Se ele achar que eu devo melhorar, acertamos na semana e no vestiário. Para que fiquem tranquilo, sei quando jogo bem ou mal. Sou o primeiro e consciente do meu trabalho quando é bem feito e quando a gente fica defendo", finalizou. 
 
D'Ale é dúvida para o jogo contra o Fluminense pela Primeira Liga. O Inter pode preservar titulares e desta forma ele estaria fora. A confirmação ocorrerá apenas momentos antes da partida desta quarta, às 19h30 (horário de Brasília). 
 

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