Operação Borja: dinheiro da Crefisa e ano novo chinês ajudam o Palmeiras

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Paulo Whitaker/Reuters

    Crefisa já cogita dar o aval final para o Palmeiras acelerar a negociação com Miguel Borja

    Crefisa já cogita dar o aval final para o Palmeiras acelerar a negociação com Miguel Borja

O Palmeiras retomou, nos últimos dias, a conversa pela contratação de Miguel Ángel Borja, badalado centroavante do Atlético Nacional-COL. Em uma operação de altos valores, o atual campeão brasileiro encara a negociação sob a possibilidade de um desfecho feliz para o torcedor que movimentou as redes sociais do atacante nas últimas horas.

Segundo apuração do UOL Esporte, os US$ 11 milhões (R$ 34 mi) oferecidos por 70% dos direitos econômicos – o Atlético Nacional quer este valor por 50% e ainda negocia - sairiam dos cofres da Crefisa/FAM, principal patrocinadora palmeirense.

O grupo comandado por José Roberto Lamacchia e Leila Pereira possui a ciência dos valores necessários para a contratação de Borja e concordam em ajudar o Palmeiras com a negociação.

O aval definitivo será dado apenas depois de dois fatores: a renovação de contrato, a ser finalizada na próxima semana, e a eleição do casal para o Conselho Deliberativo do clube. A eleição está marcada para o próximo dia 11, e Leila Pereira deve figurar como uma das candidatas com mais votos.

Toda e qualquer negociação neste Palmeiras dependem diretamente da decisão do departamento de futebol. A Crefisa aguarda o posicionamento de Alexandre Mattos e companhia para liberar a verba necessária a fim de ajudar o clube alviverde no mercado.

A participação direta do Palmeiras – um representante da OTB esteve na Colômbia para consultar os valores atualizados por Borja – ocorrerá somente depois do 'sim' da parceira, que trata Borja como um novo presente para o torcedor às vésperas da estreia na Copa Libertadores.

Tudo dependerá, no entanto, de um consenso com o Atlético Nacional. O atual campeão da Libertadores quer baixar os 11 milhões de dólares por apenas metade dos direitos econômicos; os colombianos ainda aguardam uma proposta mais vantajosa do futebol chinês.

No entanto, o próprio staff do jogador enxerga com pessimismo qualquer investimento do oriente. Além do próprio centroavante rejeitar a ideia de atuar na Ásia, as negociações por parte dos clubes se encontram congeladas em virtude do Ano Novo chinês.

O país, que segue o calendário lunar, iniciou as comemorações pelo novo ano no último dia 28. As celebrações se encerram somente no próximo dia 11, com a Festa dos Faróis. Até lá, nenhuma movimentação é prevista, e nenhuma proposta concreta da China chegou aos representantes de Borja.

Estes dois fatores, aliados com o consenso da diretoria do Atlético Nacional, ajudam o Palmeiras a realizar um investimento tratado como improvável. Sem o aporte da Crefisa – o aval deve sair semana que vem – e diante da inércia chinesa, o atual campeão nacional não poderia sonhar em trazer o goleador colombiano.

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