Rival do Barça em decisão foi salvo por homem que ficou rico vendendo doces

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Twitter

    Querejeta virou empresário antes mesmo de se aposentar como jogador

    Querejeta virou empresário antes mesmo de se aposentar como jogador

Da terceira divisão para a elite espanhola, com direito a uma final com o Barcelona. Tudo isso em seis anos. Essa ascensão parece improvável, mas resume a trajetória recente do Alavés, adversário do time de Neymar e Messi na decisão da Copa do Rei. E um dos maiores responsáveis por isso é um ex-jogador de basquete que ficou rico vendendo doces.

Josean Querejeta é o homem forte do Alavés. Assumiu o clube em 2011, quando a situação era tensa: cerca de R$ 100 milhões de dívidas e o dinheiro só dava para o uniforme. Faltavam bolas. A equipe estava na terceira divisão e ameaçada de simplesmente acabar.

O dirigente, no entanto, tinha confiança em recuperar o time repetindo o formato de gestão que fez o Baskonia, então uma equipe pequena de basquete, figurar na elite europeia. "Sem a venda de jogadores é impossível crescer", determinou.

No basquete, Querejeta, que havia jogado no Real Madrid, apostou em jogadores sul-americanos e do leste europeu. Sua ideia era elevar o nível do Baskonia e também valorizar os atletas para negociá-los em seguida. O brasileiro Thiago Splitter, hoje na NBA, chegou ao Baskonia aos 15 anos. Vários jogadores que estão na NBA seguiram o mesmo caminho.

O dom para negócio do dirigente despertou quando ele ainda jogava basquete. Embora fosse profissional, os salários na sua época não eram tão vultuosos. A maioria dos atletas tinha uma segunda ocupação. Querejeta foi além: inovou no comércio de doces e começou a ganhar mais dinheiro. Logo tinha uma rede de lojas de guloseimas na Espanha.

O sucesso com os doces lhe deu o respaldo financeiro para investir em outras áreas. Ele também ganhou dinheiro no ramo imobiliário antes de mergulhar de vez no esporte. Hoje, o grupo empresarial de Querejeta tem 83% das ações do Alavés. 

Em seis anos, o time saiu da terceira divisão e voltou à elite espanhola. O número de sócios saltou de 1,5 mil para 15 mil, com média de quase 10 mil por jogo. Com diversos atletas emprestados por clubes grandes do país, o Alavés tem planos ousados. Um deles é ampliar a capacidade do estádio de 20 mil para 32 mil.

A imprensa espanhola argumenta que a popularidade das equipes de Querejeta garante a credibilidade do empresário junto aos políticos locais. Mas agora ele e o Alavés têm uma oportunidade de ouro no dia 27 de maio, em Madri: um título sobre o poderoso Barcelona. Seria a cereja do bolo para quem já se deu muito bem com doces ao longo da vida.

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