Bom para quem? São Paulo e Atlético divergem em detalhes da venda de Pratto

Pedro Lopes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte e São Paulo

  • Reprodução/Facebook

    Lucas Pratto é apresentado no São Paulo

    Lucas Pratto é apresentado no São Paulo

No último dia 10 o São Paulo selou a contratação de Lucas Pratto, seu maior reforço até o momento na temporada. O negócio, que pode chegar a cerca de 11 milhões de euros, teve um formato complexo, com percentuais, parcelamento e diversas cláusulas. Uma semana depois do anúncio, entretanto, o clube paulista e o Atlético-MG, que vendeu o jogador, possuem versões diferentes dos detalhes do negócio - cada uma delas mais vantajosa para si.

Os valores não mudam

Ambos os clubes trabalham com os mesmos valores: o São Paulo adquiriu 50% dos direitos econômicos de Pratto por 6,2 milhões de euros e pagou parte disso. O acordo, ainda segundo ambos os clubes, prevê nos próximos três anos a compra pelo São Paulo de mais 45% destes direitos, e aí reside a principal divergência: pessoas da diretoria atleticana garantem que os paulistas são obrigados a efetivar essas compras; do lado paulista, garantem que elas estão condicionadas a uma série de metas e gatilhos.

O que diz o São Paulo?

Dirigentes do São Paulo afirmam que o clube tem a possibilidade de comprar mais 15% de Pratto em 2017, 2018 e 2019. O clube pode, sim, ser obrigado a efetivar essas compras (cada uma no valor de mais 1,5 milhão de euros), mas só se Pratto atingir uma série de metas previstas em contrato – por motivos de confidencialidade, elas não podem ser divulgadas, mas, a título de exemplo, uma delas trata de um percentual de jogos pela seleção argentina nos quais o centroavante precisa ser escalado como titular.

Além disso, o clube é obrigado a vender o atacante em caso de uma proposta de 11 milhões de euros e salário superior a partir de 2018. Neste caso, repassa 4 milhões ao Atlético.

O que diz o Atlético-MG?

Os dirigentes atleticanos desconsideram os gatilhos e metas de Pratto. Segundo a versão deles, o São Paulo está obrigado e irá comprar os percentuais restantes de Pratto. Há também divergência quanto às datas: segundo o Galo, o São Paulo comprará mais 15% de Pratto nas janelas de transferências de janeiro de 2018, agosto de 2018 e janeiro de 2019.

O Atlético não considera a hipótese de que os paulistas não executem a compra. O clube, inclusive, considera o valor da venda de Pratto em torno de 11 milhões de euros, o que a tornaria a segunda maior venda da história do clube. Além disso, os cartolas de Belo Horizonte dizem que, caso o São Paulo venda o jogador, terá de repassar seis milhões de euros.

Pessoas que participaram das negociações afirmam que os fatos estão em um meio-termo entre os dois clubes – o São Paulo teria que comprar um percentual maior, em torno de 20%, mas não seria obrigado a adquirir todos os 45%. O contrato tem cláusula de confidencialidade e as diretorias não comentam de forma oficial seu conteúdo.

Pratto foi inscrito no Paulista com a camisa número 14 e estreou no último sábado, diante do Mirassol, marcando um gol no empate por 2 a 2.

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