Ábila atinge um gol por jogo com poucos toques e finalização quase perfeita

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

    Quando toca na bola, Ábila costuma ser letal para os goleiros adversários

    Quando toca na bola, Ábila costuma ser letal para os goleiros adversários

No último sábado, Ramón Ábila entrou em campo mais uma vez pelo Cruzeiro. Diante da URT, o atacante não conseguir sair com a vitória, mas foi dele o único gol celeste naquele dia, marcado já na etapa final. Com o tento anotado de pênalti, o jogador atingiu cinco gols em suas primeiras cinco partidas do ano. A alta média de um tento por compromisso já o coloca como artilheiro da equipe e reforça seu forte poder de finalização dentro das quatro linhas.

Mano Menezes já explicou seus motivos para escalar Rafael Sóbis ou Ábila no time principal. Enquanto o camisa 7 tem mais movimentação e ajuda com mais frequência a recomposição defensiva, o argentino é aquele jogador que mal participa do jogo, mas que pode decidir uma partida em apenas um toque. E isso também pode ser comprovado nos números. Além do faro de gols, Ábila prova que não é preciso de muito para balançar as redes, oferecendo em média apenas cinco passes por partida. É assim no Campeonato Mineiro (15 passes em três jogos) e nos compromissos da Copa da Primeira Liga (dez passes em dois jogos), ocasiões em que ele pouco apareceu, mas foi essencial na hora de definir e ajudar o time.

O aproveitamento de Ábila nas finalizações também não deixa a desejar. Até aqui na temporada de 2017, o atacante chutou a gol por apenas oito vezes. Três delas não acertaram o alvo, mas as cinco restantes superaram o goleiro adversário e foram parar todas nas redes. Não é à toa que, mesmo sem atuar no time titular, ele é o artilheiro do Cruzeiro no Mineiro, com três gols, e na Primeira Liga, com dois.

No passado recente, poucos goleadores conseguiram atingir a alta média de Ábila, mas todos eram considerados titulares da equipe. O primeiro deles é Wellington Paulista. Em 2012, o jogador teve um início de ano arrasador e fez seis gols em quatro jogos. No ano seguinte, Borges marcou por duas vezes no clássico contra o América e chegou ao sexto gol na quinta partida. Já no ano de 2015, Leandro Damião também fez cinco gols rapidamente, mas precisou de sete compromissos para atingir o feito.

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