Pratto acha cedo para ser ídolo do SP e pretende seguir passos de Calleri

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • Rubens Chiri / saopaulofc.net

    Lucas Pratto recebe instrução do técnico Rogério Ceni

    Lucas Pratto recebe instrução do técnico Rogério Ceni

Como era de se esperar, a torcida do São Paulo já tem um novo xodó. Decisivo e autor de três gols em duas partidas, Lucas Pratto conquistou rapidamente o público das arquibancadas do Morumbi. No entanto, ele acha muito cedo para ser considerado ídolo do clube.

"Para ser ídolo falta um título, falta muito. Ídolo é Rogério Ceni, é Lugano... Quero brigar por títulos. Depois de um tempo, com coisas importantes, ai a torcida e o clube vão considerar ídolo. Espero fazer as coisas bem como fez Calleri ano passado e continuar por esse caminho, que fez gols e deixou sua marca no clube. É só o começo. É trabalhar para conseguir me adaptar 100% ao time. Tentar sair campeão e depois vemos como torcida e clube se sentem comigo", disse o argentino Pratto.

Apesar dos números positivos neste início de trajetória no São Paulo, o camisa 14 não se mostrou surpreso com tal rendimento.

"Sempre fazer gol é importante, esperava começar assim. Graças a Deus está dando certo. Não sei se o começo é melhor do que eu esperava, porque todo jogador quer que seja dessa maneira", disse o centroavante, que fez questão de elogiar os companheiros.

"Fazer gols rápido sempre facilita as coisas. Mas os companheiros facilitam tudo. O grupo é muito bom, que já me conhecia. Isso facilita tudo. Quando cheguei, o time estava ganhando, isso também é muito bom. A motivação, a vontade de seguir pelo mesmo caminho. É sempre mais fácil", completou o atacante.

Por outro lado, o São Paulo tem apresentado problemas no sistema defensivo durante este Campeonato Paulista. A equipe levou 11 gols em cinco partidas.

"Não é parte defensiva ou ofensiva, o time é completo. Não é futebol americano, que tem um time para atacar e outro para defender. Eu falei depois do jogo com o São Bento, que tomamos contra-ataques porque não conseguimos pressionar lá na frente. Isso é culpa nossa, do ataque, não da defesa. Temos de buscar equilíbrio. Mas vamos procurar melhorar, são só seis jogos, o Rogério está arrumando o time. Temos de pensar em todos juntos", afirmou o argentino.

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