Procura por escolinhas da Chape aumenta e time estuda ampliar filiais

Daniel Fasolin

Colaboração para o UOL, em Chapecó

  • Sirli Freitas/Chapecoense

    Chapecoense recebeu dezenas de garotos para peneiras do Sub-15 e sub-17

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Ainda na tentativa de reconstrução de sua equipe após a tragédia que vitimou 71 pessoas, a Chapecoense coloca a categoria de base como uma das soluções para o crescimento do time nas próximas temporadas e tem visto a procura de jovens que querem atuar pelo clube aumentar.

Além de um investimento maior nos seus times de base, a Chapecoense tem aumentado o número de franquias de suas escolinhas, que tem sido uma oportunidade de difundir o nome do clube e ainda pinçar alguns futuros jogadores. Do ano passado para o atual, o clube viu o número de alunos de suas escolinhas aumentar de 1,2 mil alunos para 3 mil.

Além disso, em 2016 o clube fechou com 19 escolinhas e hoje já possui 22 oficiais. Mais oito filiais serão inauguradas de forma oficial nos próximos meses. Os franqueados pagam cerca de R$ 3 mil pela marca e a Chapecoense arca com os custos de materiais para os alunos.

A equipe catarinense tem recebido pedidos para a abertura de escolinhas no Brasil inteiro. Antes mesmo da tragédia em Medellín no ano passado, cidades do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste já solicitaram a adesão e estão passando por análises criteriosas para abrigarem a estrutura da Chape.

As escolinhas são vistas pela Chapecoense, como uma maneira rápida de expansão da marca e análise de jovens talentos, que no futuro poderão integrar as equipes de rendimento.

Há 6 anos, time quase não tinha categoria de base

Nesta semana, a Chapecoense apresentou sua nova comissão técnica da categoria de base. O clube aproveitou a oportunidade para apresentar números de sua evolução na revelação de jogadores nos últimos seis anos.

Sirli Freitas/Chapecoense
Douglas Grolli, um dos líderes do atual elenco da Chapecoense, veio da base

Em 2011, as categorias de base da Chapecoense praticamente inexistiam, não havia orçamento próprio e o clube participava de competições por ser obrigado pelas normas vigente na CBF.

A realidade mudou muito, após a ascensão à Serie B do brasileiro em 2012 e agora ganha uma conotação vital dentro do clube. O orçamento de 2016 destinado somente às categorias de base foi 5% das receitas totais da Chapecoense, o que representa pouco mais de R$ 1,5 milhão por ano e deve no mínimo se manter para este ano.

A Chape possui categorias que vão do Sub-12 até o Sub-20, todas de rendimento, onde os atletas são selecionados de todas as partes do país. Nestas categorias, o foco é formar jogadores para a utilização na equipe profissional e também futuras negociações.

A Chapecoense pretende, com essa grande expansão nas categorias de base e nas escolinhas, formar mais jogadores anualmente, Hyoran e Fabiano do Palmeiras, Grolli que voltou a Chapecó depois de passar por Cruzeiro e Grêmio e Shaylon que está no São Paulo, são jogadores formados nas categorias de base do clube e servem de inspiração para muitos jovens que sonham em começar sua carreira na Chapecoense.

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