Presidente de sindicato detona Roberto de Andrade por críticas a árbitro

Do UOL, em São Paulo

  • Rodrigo Coca/Eleven/Estadão Conteúdo

O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP), Arthur Alves Jr., fez duras críticas ao presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, pelas declarações sobre o árbitro Thiago Duarte Peixoto após o clássico contra o Palmeiras, na última quarta-feira.

Em entrevista ao "Sportv", o sindicalista lembrou até sobre o processo de impeachment enfrentado pelo corintiano - e arquivado nesta semana - para rebater Andrade, que disse que Thiago Duarte não poderia nem apitar em condomínio após expulsar de forma incorreta Gabriel durante o clássico. A falta foi feita por Maycon.
 
"Nós estamos atentos às aplicações. Ficamos indignados quando um presidente de um clube, à espera de um processo de impeachment, dá uma declaração que não aceita desculpas, crucificando. Um presidente que estava silencioso, quietinho, no seu lugar há dois dias, a ponto de ser o primeiro presidente de um grande clube a ser deposto, e vem com uma crítica dessa para cima do arbitro. Ele se equivocou, passará por um treinamento, mas não podemos crucificá-lo", disse.

Arthur Alves Jr ainda disse que está atento aos desdobramentos do caso. O árbitro será afastado dos gramados, passará por avaliações da Federação Paulista de Futebol (FPF) e será julgado pelo erro. O presidente do sindicato teme que a pressão leva Thiago Duarte Peixoto a receber uma punição grande pelo ocorrido.

"O erro aconteceu, a federação vai chamá-lo para o treinamento. Estamos acompanhando, não podemos ouvir que o tribunal vai soltar uma punição de 360 dias, sendo que há poucos dias deram 180 dias para um dirigente que deu um soco no arbitro e já está até com efeito suspensivo", explicou.

Resposta de Andrade

As fortes declarações de Arthur Alves Jr. geraram uma resposta de Roberto de Andrade. Também ao programa do "Sportv", o presidente corintiano foi duro ao rebater o presidente do sindicato.

"Sé queria avisar o presidente que ele disse que eu não tenho legitimidade. Primeiro ele não faz parte do futebol. Quero avisá-lo que o jogo foi na quarta-feira, na segunda-feira uma reunião em que foi arquivado (o processo de impeachment). Quaro avisar que tenho legitimidade ética, moral e estatutária para estar falando pelo Corinthians, representando 30 milhões de pessoas. Em nenhum momento ofendi, fiz críticas", disse

"Tenho por costume, não gosto de falar sobre arbitragem. Nesse achei necessário porque não foi um erro. Ele foi avisado por todos do erro, pelo quarto árbitro, pelo assistente, que estava cometendo erro, que não tinha sido aquele jogador. Ele com arrogância, prepotência,  disse: 'sei que estou fazendo, estou convicto'. Depois teve mudar de opinião, solicitado por alguém, refez a súmula e pediu desculpas", continuou.

"(Quero) Deixar bem claro que ele não faz parte do futebol. Não está no contexto. Só deve estar defendendo porque o árbitro deve estar com contribuição em dia. Se não, nem isso estaria fazendo. Sindicato vive disso, de contribuição sindical e aí se acham no direito de defender. A punição nem tem nada a ver com o Corinthians e a reclamação. Foi porque a postura não foi correta, por sua arrogância e prepotência. Cada um paga por seus erros, quando eu erro eu pago. Ele que pague pelos deles", completou. 

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