Botafogo quer clássico no Maracanã e indica: só libera torcida única do Flu

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Botafogo F.R.

    Fla indica Engenhão como alternativa mais viável para clássico, mas Botafogo ameaça veto

    Fla indica Engenhão como alternativa mais viável para clássico, mas Botafogo ameaça veto

O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, compareceu à reunião da Federação Estadual do Rio de Janeiro (Ferj) na tarde desta quarta-feira e disse que a final da Taça Guanabara entre Flamengo e Fluminense tem que ser no Maracanã. A princípio, apenas as diretorias dos clubes finalistas e da federação participariam do encontro que começou às 14h (de Brasília).

O regulamento do Campeonato Carioca diz que a final será preferencialmente no estádio que ainda não recebeu jogos neste ano, mas prevê o Nilton Santos (Engenhão), de administração do Botafogo, como segunda opção. O Maracanã será reaberto com Flamengo x San Lorenzo na quarta-feira (8), o que na avaliação de Pereira viabiliza o clássico de domingo no local.

"O Botafogo vem aqui para ver o regulamento cumprido e que o jogo seja no Maracanã, uma vez que ele foi confirmado pelo governo do estado e já está anunciado para uma partida de Libertadores. O Maracanã tem totais condições aparentemente de receber uma partida e esperamos que o regulamento seja cumprido", disse.

Atualmente, uma decisão do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) prevê a realização de clássicos com torcida única no estado. O mandante será definido em um sorteio na quinta-feira, e caso a decisão do MP persista, o presidente do Botafogo indicou que não vai liberar o Engenhão se a torcida única for do Flamengo.

"Temos que avaliar, depende de qual será a torcida única. Depende da posição do judiciário...", disse Pereira. Depois, questionado diretamente se liberaria o Engenhão para o clássico com torcida única do Fluminense, ele foi direto: "com todo prazer".

Após a confusão que terminou com a morte de um torcedor botafoguense no clássico entre os times pela Taça Guanabara, Pereira foi enfático ao dizer que o Flamengo não jogaria mais no Engenhão. As diretorias já tinham uma relação conturbada, que foi agravada pelo duelo polêmico no dia 12 de fevereiro. Além da briga entre torcidas houve bate-boca entre as diretorias por conta de uma mensagem no perfil do Twitter do Flamengo.

Decisão final só deve sair na quinta

A reunião nesta quarta-feira, no entanto, não deve definir todos os detalhes da final de domingo. É esperado apenas que seja escolhido um local de consenso para ser apresentado, em uma reunião na quinta-feira, para aprovação do Ministério Público visando a torcida mista. O mesmo expediente foi utilizado na última semana, quando Flamengo e Vasco conseguiram uma reconsideração da liminar e jogaram com duas torcidas presentes em Volta Redonda.

"Não queremos derrubar a liminar (que determina torcida única), queremos a reconsideração do juiz. Tivemos reunião e entendemos que temos elementos para pedir a reconsideração em caráter definitivo, ou ao menos para o clássico de domingo", disse o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Melo, antes da reunião.

Quanto ao local da partida, Flamengo e Fluminense entraram na reunião com o discurso comum de que o Engenhão surge como opção mais viável. Apesar de o Botafogo indicar que colocará empecilhos na escolha, o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE) já avisou que o Maracanã não terá laudos de segurança suficientes até domingo.

O presidente botafoguense Carlos Eduardo Pereira ironizou: "Eu pretendo defender o regulamento. Se o GEPE diz que falta laudos, ainda tem hoje, quinta e sexta-feira para conseguir. Todos conhecem o Maracanã".

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