Assassinato de fundador da Mancha: polícia cogita até vingança por Carnaval

Adriano Wilkson e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

A Polícia Civil abriu na noite desta quinta-feira as investigações para o caso da morte de Moacir Bianchi, um dos fundadores da torcida Mancha Alviverde. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu denúncias desde o caso se tornar público, durante a tarde. As primeiras investigações apontam desde vingança pessoal até o envolvimento de membros da organizada.

Em contato com a reportagem do UOL Esporte na noite desta quinta-feira, o delegado Nilton Montoro admitiu um leque muito aberto de opções para o início das investigações.

"Ainda não temos um perfil de investigação. Pode ser vingança de algo na vida pessoal ou até ligado à torcida, nesta linha de Carnaval, da Mancha Verde. Pela proximidade do evento, pode ter causado alguma divergência interna, ainda não sabemos ao certo", declarou.

"Estamos aguardando mais possíveis denunciantes. Tem algumas denúncias que estão vindo, mas muitas informações desencontradas", acrescentou a autoridade, que recebeu denúncias até sobre o possível envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no caso.

Procurado pela reportagem, um membro da escola de samba Mancha Alviverde disse que a morte de Bianchi não teve nada a ver com a agremiação e nem com o Carnaval. A escola diz que está pacificada e, diferentemente do que acontece com a torcida, sem conflitos internos.

De acordo com a direção da escola, Bianchi era querido por todos e não tinha problema com ninguém, tendo inclusive participado ativamente da organização do desfile de 2017.

"Trabalhamos com a linha societária da vítima, passional e também com crime de execução; até por divergências no âmbito de torcidas organizadas.  Estamos indo por este caminho e aguardando informações. Estamos com os ouvidos abertos e esperamos que se manifestem de quem faça a denúncia no 181", finalizou o delegado.

Um dos fundadores da Mancha, Moacir Bianchi morreu assassinado na madrugada desta quinta-feira. A Polícia Civil encontrou 16 balas no local do crime, e a vítima com 22 ferimentos espalhados por cabeça, tronco e membros do corpo.

Nesta sexta-feira, as autoridades devem soltar imagens sobre o assassinato do fundador da Mancha. Dois carros, ainda não identificados, são suspeitos de cercarem Bianchi momentos antes do crime.

De luto, a Mancha Alviverde, a principal torcida organizada do Palmeiras, encerrou as atividades por tempo indeterminado.

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