Sem poder sair do país, Del Nero fala pouco ao apresentar avião da CBF

Dassler Marques, Gustavo Franceschini e Ricardo Perrone*

Do UOL, em São Paulo

  • Ricardo Stuckert/CBF

    Tite, Marco Polo del Nero e Edu Gaspar posam em frente ao avião da seleção brasileira

    Tite, Marco Polo del Nero e Edu Gaspar posam em frente ao avião da seleção brasileira

Com problemas na Justiça americana, Marco Polo del Nero segue evitando viagens ao exterior. Nesta sexta, porém, a função que exerce o obrigou a posar para as câmeras diante de um avião, veículo pouco utilizado por ele desde o estouro do escândalo de corrupção da Fifa. A ironia da cena não mudou a postura do presidente da CBF. Como tem feito nos últimos tempos, o cartola foi discreto e mal posou para fotos no cerimonial da Gol, patrocinadora que renovou seu contrato com a entidade e bancou a nova aeronave da seleção brasileira.

O avião foi uma das estrelas do evento, que aconteceu em um hangar da companhia aérea em Congonhas, São Paulo. Antes da convocação da seleção para os jogos contra Uruguai e Paraguai, pelas Eliminatórias, Tite, Edu Gaspar, Marco Polo del Nero e um pequeno séquito de apoiadores do cartola desceram da aeronave diante da imprensa. A principal atração era o técnico, claro, mas o presidente da CBF não passou despercebido, sempre acompanhado de perto por Walter Feldman, secretário-geral; Gilberto Ratto, diretor de marketing; e Alexandre da SIlveira, auxiliar direto da presidência que é herança dos tempos de Ricardo Teixeira.

Del Nero, em tese, era esperado para um rápido cerimonial com Paulo Kakinoff, presidente da Gol, que aguardava o grupo em meio aos jornalistas. O cartola até tomou a palavra, mas apenas para dizer que seria representado por Ratto antes de sentar-se em uma área reservada. Era a maneira dele sair de cena sem atrair mais cliques.

Foi Ratto quem falou pela CBF quando as partes exibiram uma camisa da seleção brasileira com o número 2020, referência à duração do novo contrato com a Gol. O diretor de marketing estava tão à vontade na função de porta-voz que coordenou até a posição de Tite para as fotos. Marco Polo, impassível, via tudo a poucos metros de distância.

Na presidência desde 2014, o cartola segue, em tese, desconfortável no cargo. Marco Polo del Nero é acusado de corrupção e conspiração na operação do FBI que levou, entre outras pessoas, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, à prisão. Por conta disso, não tem viajado ao exterior nem em compromissos oficiais da seleção. Não são raras as vezes em que Ratto é quem responde pela entidade no exterior, já que até Feldman tem se mantido mais distante dos holofotes.

Nesta sexta, no entanto, Del Nero conseguiu mostrar algum jogo de cintura. Ao contrário de outras oportunidades, não evitou o contato com a imprensa e fez até piadas com jornalistas conhecidos. Só deixou a área quando foi convidado por Ratto a bater papo com executivos da Gol, sempre com um sorriso no rosto. 

*Colaboraram Danilo Lavieri e Pedro Ivo Almeida

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