Cinco motivos explicam como o SP de Ceni faz e leva tanto gol neste ano

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • Ronny Santos/Folhapress

    Rogério Ceni adotou um esquema ofensivo para o São Paulo

    Rogério Ceni adotou um esquema ofensivo para o São Paulo

Em apenas oito jogos oficiais, já ficou claro que o São Paulo de Rogério Ceni apresenta um contraste em seus números. De um lado, o time tem o melhor ataque do país entre os clubes de Série A, com 22 gols em oito jogos (média de 2,75 por partida). Do outro, a defesa sofreu 15 tentos nos mesmos confrontos (média de 1,88 por duelo).

Desta maneira, o Tricolor passou a ter o seu melhor ataque desde 1997, enquanto conta com a sua pior defesa desde 2000. Logicamente, o treinador trabalha para tentar dar mais equilíbrio para o time e para deixar o saldo de gols ainda mais positivo. No entanto, alguns motivos podem ajudar a explicar como a equipe apresenta números tão díspares.

Contratações

O São Paulo investiu pesado para reforçar o seu ataque nesta temporada. Depois de sofrer com um ataque pouco eficiente em 2016, a diretoria trabalhou para trazer jogadores para o setor. Para o elenco deste ano, o clube contratou Lucas Pratto, Wellington Nem e Neilton. Em três partidas pelo Tricolor, o centroavante argentino já marcou três gols.

Foco nas finalizações

Na Florida Cup, durante a pré-temporada, nos Estados Unidos, o São Paulo disputou duas partidas sem marcar nem sequer um gol em duas partidas (contra o River Plate e o Corinthians). Por isso, não é de se estranhar que o técnico Rogério Ceni tenha focado nos treinamentos de finalização. O resultado deu certo e o Tricolor completou uma sequência de oito partidas sem passar em branco.

Sistema tático

Desde que foi contratado no ano passado, Rogério Ceni deixou claro que gostaria de implantar um sistema tático ofensivo. Quando assumiu de fato o time, o treinador colocou em prática as suas ideias e tornou o São Paulo mais forte no ataque. No entanto, a defesa ficou um pouco mais exposta. No meio de campo, por exemplo, João Schmidt fica bastante sobrecarregado com a marcação ao jogar ao lado de Thiago Mendes e Cícero, que ajudam no apoio ofensivo. Desta maneira, não é de se estranhar que os zagueiros fiquem muitas vezes rendidos.

Relaxamento

É normal que um time perca um pouco de sua atenção depois de abrir vantagem. Com o São Paulo não é diferente. É nítido que, em alguns momentos, esse relaxamento da equipe propicia a reação dos adversários. Contra o PSTC, na quarta-feira, por exemplo, o Tricolor sofreu dois gols poucos instantes depois de ter feito o seu.

Falhas individuais

É claro que alguns gols dos adversários também surgiram por conta de erros individuais. Contra o Mirassol, por exemplo, o zagueiro Maicon falhou ao tentar driblar o rival, que, cara a cara com o goleiro, só teve o trabalho de fazer o gol.

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