Quase campeão mundial quatro vezes, Carlos Germano lembra decepção no Vasco

Adriano Wilkson e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

Carlos Germano é o segundo jogador que mais atuou com a camisa do Vasco, perdendo apenas para o ídolo Roberto Dinamite. Mas as 632 partidas do ex-goleiro com a camisa cruz-maltina não foram suficientes para lhe fazer campeão mundial, apesar de ele ter ficado quatro vezes perto disso.

Em entrevista ao UOL Esporte, o campeão brasileiro (97) e da Libertadores (98) lembrou seus quatro "quase títulos mundiais", dois com o clube carioca e dois pela seleção brasileira. Em 1998, ele foi vice mundial depois que o Vasco perdeu a final para o Real Madrid no Japão. No mesmo ano, já tinha sido vice da Copa da França com a seleção, sendo goleiro reserva de Taffarel.

Em 2000, a maior decepção da sua carreira. Por um desentendimento com a diretoria vascaína, Germano ficou de fora do elenco que disputou o Mundial da Fifa, no Rio. O Vasco acabaria sendo vice outra vez, perdendo a final para o Corinthians. "Eu poderia ter sido campeão mundial com o Vasco", lembra o ex-goleiro.

Em 2001, Germano participou do grupo que disputou a Copa das Confederações sob o comando de Emerson Leão, mas quando Luiz Felipe Scolari assumiu a seleção, o vascaíno deixou de ser convocado e acabou vendo o pentacampeonato de casa.

Em meio a tantas decepções e "quases", Germano não tem dificuldade de elencar a maior delas:

"[A maior decepção] Foi eu não poder participar do Mundial de 2000", disse Germano, que hoje é preparador de goleiros do Estrela do Norte, do Espírito Santo, seu estado natal. "Eu estava na briga com o clube e fiquei de fora. O Eurico [Miranda] era o vice e decidia tudo. Meu problema foi com o contrato", explicou ele.

O acordo entre o goleiro e o clube venceria perto do Mundial, e enquanto o Vasco gostaria de prorrogá-lo até depois do torneio, Germano preferia uma prorrogação maior.

Mark Thompson /Allsport/Getty Images

"No final, eu acabei assinando a prorrogação e fui afastado. Depois aconteceram vários problemas em cima disso. Eu queria muito ter disputado aquele Mundial aqui no Brasil, mas eles alegaram que eu não estava com a cabeça boa para disputar, tentaram arrumar uma desculpa".

Mesmo assim, ele lembra com saudade dos 15 anos em que ficou em São Januário. "Isso pra mim é uma satisfação muito grande, é um orgulho até porque é o time que eu gosto, torço. Sou vascaíno, foi uma experiência muito grande".

Derrota para o Real no Japão ainda está entalada

Depois de vencer sua única Libertadores até hoje, o Vasco de Germano chegou à final em Tóquio para enfrentar o Real Madrid, que à época tinha o lateral Roberto Carlos e o meia Raul. Foi Raul, aliás, que fez o gol do título em um contra-ataque fulminante no fim da partida.

Antes disso, Felipe tinha tido duas chances de matar o jogo para o Vasco. "No segundo tempo a gente estava bem melhor que o Real", lembra Germano. "Depois de empatar a gente teve duas chances pra matar o jogo e não conseguimos. No vestiário a lamentação toda foi em relação a isso, porque a gente tinha condições de ganhar o jogo".

Hoje aos 46 anos, ele já até fez cursos para ser técnico e não descarta um dia assumir essa função. Mas, por enquanto, pretende continuar usando sua experiência para orientar jovens goleiros. 

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos