Quase invencível no Fla, Diego ainda tenta vingar em 4º ciclo na seleção

Dassler Marques, Gustavo Franceschini e Vinicius Castro

Do UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro

  • Sergio Moraes/Reuters

    Diego corre entre Luís Fabiano e Ronaldo pela seleção aos 18 anos, em 2003

    Diego corre entre Luís Fabiano e Ronaldo pela seleção aos 18 anos, em 2003

A principal novidade de Tite para a seleção brasileira em março é, na verdade, um velho conhecido. Diego, aos 32 anos e em momento de destaque pelo Flamengo, terá outra chance de tentar alcançar uma Copa do Mundo. Antes disso, no domingo, disputa a final da Taça Guanabara diante do Fluminense.

O chamado de Tite é um novo empurrão na carreira do meia, que iniciou a história pela seleção há quase 14 anos. De todos os convocados para enfrentar Uruguai e Paraguai, nenhum estreou há tanto tempo como ele. 

Em abril de 2003, Diego foi novidade de Carlos Alberto Parreira em amistoso com o México, mas teve a primeira grande chance na seleção no ano seguinte. O então treinador deixou as maiores estrelas de fora e levou uma equipe alternativa à Copa América, mas quem ganhou a posição de meia foi Alex. No percurso até a Copa da Alemanha, nomes como Ricardinho, Juninho Pernambucano, Kaká e Ronaldinho ficaram à frente dele. 

No ciclo seguinte, período em que os jogadores normalmente atingem seu ápice, Diego também não se estabeleceu. Ele foi uma das primeiras grandes apostas de Dunga, mas de novo saiu em baixa de uma Copa América. Titular na estreia, foi substituído e não voltou mais a ter espaço. Júlio Baptista ganhou seu lugar e seguiu até o Mundial da África do Sul ao lado de Kaká como os principais meias do elenco. 

Quais os planos que Tite tem para Diego?

Sem participar de um jogo oficial desde um Brasil 0 x 0 Bolívia, em setembro de 2008 no Engenhão, Diego sequer teve a chance de atuar no ciclo entre 2010-2014, mas volta pelas mãos de Tite após quase nove anos. Ele agradou no Jogo da Amizade contra a Colômbia, em janeiro, no mesmo estádio carioca. 

Tite, cuja comissão há tempos vislumbrava observar outro meia na vaga de Lucas Lima, teve dois facilitadores para a decisão: o meia santista se machucou recentemente e Diego agradou contra os colombianos. Na seleção, terá que executar uma função um pouco diferente da habitual, mais próximo ao centroavante do Flamengo, Paolo Guerrero.

Como o Brasil atua no 4-1-4-1, ele participaria mais das ações defensivas e teria que percorrer distâncias mais longas entre as intermediárias, como fazem os titulares Paulinho e Renato Augusto. Uma das hipóteses estudadas também é ter Diego da ponta para o centro, função pouco familiar a ele e onde já há concorrentes de peso: Coutinho, Willian, Neymar e Douglas Costa.

No Flamengo, ele é arma para final e só perdeu um jogo em seis meses

Gilvan de Souza/ Flamengo
Diego, durante treinamento de sexta no Flamengo: uma derrota em um semestre

Diego se transformou na referência do Flamengo desde que foi contratado no ano passado. E o meia, com 32 anos recém-completados, confirmou a expectativa a partir do momento em que estreou pelo Rubro-negro. Em pouco mais de seis meses de Gávea, ele saiu de campo derrotado em apenas uma oportunidade. São 24 jogos oficiais, com 17 vitórias e seis empates.

O único revés, inclusive, já faz tempo. Foi em 16 de outubro de 2016 - 2 a 1 para o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. O camisa 35 do Flamengo soma dez gols e tem o melhor início de ano proporcional da carreira na atual temporada. Está incluído no levantamento o índice de 92% de acerto nos passes.

"Me preparo da melhor forma possível em termos de concentração. O trabalho me dá confiança. Isso faz com que a estrela brilhe na hora certa. Me sinto preparado para ser decisivo, mas não apenas com gols, também com passes. Levo essa confiança aos jogos do Flamengo. Não posso ser hipócrita e dizer que os elogios não me deixam feliz. Por outro lado, um jogador não muda uma equipe drasticamente. É necessário que o time funcione muito bem e isso acontece aqui. O Flamengo colhe os frutos de um trabalho bem feito", afirmou.

Em grande fase, o veterano Diego nem sequer pensa em pendurar as chuteiras. O contrato com o Flamengo vai até 31 de julho de 2019.

"A identificação foi instantânea. Sempre deixei claro o desejo de jogar aqui. Estou encantado com tudo o que tenho vivido. O Flamengo só tem me proporcionado coisas boas. O que quero é prolongar esse sentimento o máximo possível. As pessoas podem ver honestidade nas minhas atitudes e palavras. Corresponder é a grande motivação que tenho. Que continue assim por muitos anos", encerrou.

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