Eleição no Conselho e vitória de Leila dão paz a Galiotte no Palmeiras

Danilo Lavieri e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Fotoarena

    O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, observa a presidente da Crefisa, Leila Pereira

    O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, observa a presidente da Crefisa, Leila Pereira

A eleição de Seraphim del Grande como presidente do Conselho Deliberativo e a manutenção de Leila Pereira como conselheira do Palmeiras deixam claro que Maurício Galiotte tem assegurada a sua base política para gerir o clube neste momento.

Durante sua campanha no ano passado, o cartola usava e abusava do rótulo de ser aglutinador e de ter bom trânsito com diversos grupos políticos. Também por isso, conseguiu ser candidato único à sucessão de Paulo Nobre e, hoje, é figura importante no jogo de xadrez alviverde.

Boa parte da estabilidade dada ao atual presidente vem das mãos de Mustafá Contursi, ex-presidente e influente conselheiro nas alamedas do Palestra Itália. Ele costurou os acordos que garantiram as vitórias nos pleitos.

Leila Pereira, proprietária da Crefisa, principal patrocinadora alviverde, foi eleita com o apoio maciço de Mustafá e de diversos outros grupos que antes nem sequer sonhavam em conversar no passado. O melhor exemplo é a aproximação com a UVB, de Wlademir Pescarmona, que se fortaleceu recentemente com o princípio de combater Contursi.

Foi com esse mesmo pacto entre conselheiros que a impugnação à eleição de Leila foi vetada. O principal opositor à presença da empresária no Conselho foi Paulo Nobre e seus correligionários, incluindo os vices Genaro Marino, Victor Fruges e José Carlos Tomazelli, que votaram diferente do presidente Mauricio Galiotte e do outro vice, Jesse Ribeiro.

O voto do trio tem mais ligação com a lealdade a Nobre do que com a intenção de atrapalhar Galiotte na gestão. A vitória com larga vantagem mostra que o rompimento com ex-presidente não causa tanto transtorno à sonhada paz política, como temeu parte da torcida.

Outro sinal de manutenção da base de governo é a maioria de conselheiros mustafistas em outro importante órgão do clube, o COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Cleo Velleda/Folhapress

Del Grande eleito no CD

Del Grande já teve diversos cargos no clube e é nome forte na política há décadas, especialmente por conseguir transitar em diversos grupos de conselheiros. Nos anos 1990, durante a gestão Parmalat, inclusive, chegou a ter poder no futebol.

Ele agora é sucessor de Antônio Augusto Pompeu de Toledo, que estava no cargo desde 2013, quando Paulo Nobre assumiu o clube. Seraphim, aliás, ocupou esse mesmo posto em 2007. Para este mandato, ele derrotou José Apparecido, da Chapa Palestra, e Sylvio Mukai, da UVB.

A presença de concorrentes mostra que no caso da eleição do Conselho, a unanimidade em torno das ideias de Mustafá foi menor. Ainda assim, mostra que seu grupo é o predominante no clube.

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