"Bunda no chão" e homenagens às vítimas: a estreia da Chape na Libertadores

Daniel Fasolin

De Chapecó, em colaboração para o UOL

  • Fernando Llano/AP Photo

A Chapecoense fez uma estreia na Libertadores carregada de emoção, homenagens e simbolismos na vitória por 2 a 1 sobre o Zulia na última terça-feira. "Segundo time" de todos no continente desde o acidente aéreo de 2016, o clube catarinense ganhou (e retribuiu) afagos dos torcedores adversários, contou com um trabalho motivacional extra antes da partida e dedicou o primeiro triunfo no torneio continental às vítimas da tragédia.

Pedido de "bunda no chão"

Após preleção do técnico Vagner Mancini, os jogadores da Chape foram convidados a escreverem em um quadro, onde verbalizaram o que esperavam para o duelo contra o Zulia. "Coragem", "tesão" e "bunda no chão" foram alguns dos pedidos dos atletas para a partida.

Reprodução

Adversário, mas amigo

A Chape se sentiu em casa na Venezuela. Jogadores, comissão técnica e dirigentes do clube catarinense receberam aplausos e carinho de torcedores e membros do Zulia. Ao fim da partida, foram ao meio do gramado para agradecer o apoio.

"Estamos felizes porque conquistamos duas coisas: a amizade do povo venezuelano e uma vitória para as cores da nossa Chape. Muito obrigado ao povo da Venezuela, que nos recebeu com muito carinho e muito amor. Guardaremos isso para sempre em nossa lembrança", disse o presidente Plinio David de Nês.

O técnico Vagner Mancini mostrou-se surpreso com a recepção na Venezuela e ressaltou o aspecto emocional no confronto da última terça.

"Essa vitória é uma maneira de retribuir a todos que ajudaram a Chapecoense no planeta. Especialmente às pessoas que vivem o clube e que ficaram aqui após o acidente", comentou o treinador. "Esse jogo tem um aspecto emocional muito grande. Foi o primeiro jogo internacional após o acidente e gostaríamos de dar essa vitória de presente às pessoas que vivem o clube".

 

Lembrança aos atletas que se foram

As vítimas da tragédia aérea também foram lembradas pelos novos jogadores da Chapecoense. Foram várias as citações aos colegas que se foram nas entrevistas antes e depois da partida.

"É o momento muito especial. Dedico o gol para as pessoas que fizeram parte da história, para os jogadores que se foram. Também dedico para a nossa torcida, que está sempre conosco", disse o lateral esquerdo Reinaldo, autor de um dos gols contra o Zulia.

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