Paulo André fala motivo de ter saído do Corinthians: "uma porrada grande"

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians / Divulgação

    Paulo André em sua época de Corinthians

    Paulo André em sua época de Corinthians

Paulo André foi o convidado de André Henning na última quinta (10), em seu programa No Ar, do Esporte Interativo. Um dos assuntos abordados pelo zagueiro foi a saída do Corinthians rumo à China (Shanghai Shenhua), em 2014. O jogador afirmou que acredita que seu posicionamento político o tirou do clube e lamentou a forma como saiu.

Questionado o que o tirou do Corinthians, Paulo André afirmou que o fato nada teve a ver com um atrito com Mano Menezes. "Não teve atrito com o Mano Menezes. Ele foi o cara que me trouxe para o Corinthians em 2009 e me colocou de capitão em 2014. Eu fui para China por outros motivos", comentou o zagueiro, que disse:

"Eu posso falar que foram minhas ações políticas, minhas entrevistas polêmicas que incomodavam muita gente. Aquela invasão depois que a gente perde para o Santos de 5 a 1. Houve discussão se o time jogaria ou não e eu defendia a vontade dos atletas e ninguém queria jogar. Eu tive que expor para a diretoria e bancar. Eu não sei o quanto disso pesou para renovar o contrato", relembrou o jogador.

O jogador falou que o modo como deixou o Corinthians o deixou triste. "Pós-invasão apareceu o negocio da China e...Eu fiquei machucado. Eu tenho dificuldade de me relacionar com a torcida, de dar entrevista até hoje, porque foi pesado o que eu passei...a porrada foi grande", explicou.

Paulo André ressaltou que sua vontade era continuar no Corinthians na época. "Eu tinha vontade de renovar o contrato. Eu fui na sala do Mano, na do Edu. Eu falava que só queria jogar mais um ano e ia parar. Desde aquela época eu falo de parar. Falava que não queria ganhar nada, que gostava e queria ficar. Eu nunca tive uma resposta. Nunca me falaram se sim ou não".

André Henning questionou Paulo André se a CBF pode ter influenciado na decisão corintiana de não renovar o contrato com ele na época. "Era o Marin ainda. Eu acho que os presidentes e dirigentes se encontraram e deve acontecer muita coisa. Eu não posso afirmar, mas sem dúvida a minha posição era firme e deveria incomodar. Mas eu era capitão e se não prestasse, eu não seria capitão e não jogaria. Ir para china seria bom para todos", afirmou.
 

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos