Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Site do Boa é invadido por hackers e exibe dados sobre feminicídio

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução

O site do Boa Esporte foi invadido por hackers neste domingo (12). Ao acessar a página do clube mineiro, o usuário se depara com uma tela preta e um texto mostrando dados sobre o feminicídio, crime de ódio baseado no gênero.

O clube tem sido criticado desde que acertou um contrato de dois anos com o goleiro Bruno, que responde processo pela morte da modelo Eliza Samudio.

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De acordo com a "ESPN", o site do Boa Esporte já havia sido alvo de hackers há pouco tempo. Na manchete em que o presidente do clube se manifesta sobre a contratação do goleiro, o usuário era levado para uma página que pergunta se Bruno já havia informado onde estava o corpo de Eliza Samudio

O Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão assinada pelo ministro Marco Aurélio Mello no fim de fevereiro, concedeu habeas corpus a Bruno para que ele responda ao seu processo em liberdade. Ele estava em prisão preventiva desde 2010, e a continuação da cautelar foi considerada "injustificável" pelo juiz. 

Bruno, ao deixar a cadeia, tinha contrato firmado com o Montes Claros Futebol Clube, também mineiro. Ao UOL Esporte, um dos empresários do jogador, Lúcio Mauro, disse que conseguirá derrubar na Justiça o acordo assinado em 2014 porque o jogador nunca recebeu nada do time. "Esse contrato, na verdade, foi feito lá atrás para ver se liberava o Bruno a trabalhar, e o juiz negou'', explicou. 

O caso Bruno

Ex-goleiro de Atlético-MG e Flamengo, Bruno estava preso desde 2010, acusado de envolvimento no assassinato de Eliza Samudio. Ele foi condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver contra a ex-amante, além de sequestro e cárcere privado do filho que ele teve com Eliza. 

O jogador recorreu da decisão, mas não teve recurso julgado. Ele estava preso por decisão de primeira instância há quase 7 anos. Na decisão tomada no dia 21 de fevereiro e publicada no dia 26 pelo Supremo, o ministro Marco Aurélio Mello julgou não haver sustentação jurídica para manutenção do encarceramento. Bruno responderá ao processo em liberdade. 

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