O dia seguinte do corintiano que driblou rejeição e estreou aos 30 anos

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Arquivo Pessoal

Paulo Roberto ganhou um presente de aniversário no domingo passado. Estreou, em Ponte Preta 1 x 1 Corinthians, no primeiro grande clube da carreira logo depois de completar 30 anos. No dia seguinte à partida em Campinas, aproveitou a tarde livre para aumentar o penteado rastafári que tem chamado a atenção nos treinamentos e jogos corintianos recentemente. 

Apelidado pelos colegas de clube de "Predador", entre outros apelidos como "Davids", "Bob Marley" e "Tinga", Paulo Roberto se importa mesmo é com o que acontece dentro de campo.

Contratação criticada por torcedores, já que ele foi reserva do Sport em 2016 e o clube negociava com Rithelly, titular, ele admite que se chateou com a repercussão inicial. Por outro lado, assegura que tudo que ocorreu desde então tem dado muita confiança. O apoio irrestrito de Fábio Carille, um dos avalistas de sua chegada e que o conhecia desde o começo da carreira, sem dúvida, foi o ponto crucial para uma boa estreia em Campinas. 

Nesta entrevista ao UOL Esporte, Paulo conta que quase foi para o Corinthians em 2010, admite que estava excessivamente ansioso nos primeiros minutos da estreia e diz que o momento é oportuno para uma afirmação na medida em que tenha novas oportunidades. Isso, claro, com o penteado do Predador. 

Confira o que disse Paulo Roberto ao UOL Esporte:

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Paulo Roberto é uma das contratações do Corinthians em 2017

AUMENTOU O PENTEADO
Esse novo visual já é uma vontade antiga minha. Mas a mudança era meio que drástica. Eu sempre tive um cabelo curto e colocar logo um dread é uma mudança grande. Resolvi fazer menor a primeira vez, há três semanas, e quando acostumasse iria aumentar, então foi o que fiz. No começo, eu mesmo estranhei um pouco (risos). 

APELIDOS E BRINCADEIRAS
Teve as brincadeiras no clube, no grupo de WhatsApp, teve muita brincadeira. Já me chamaram de muita coisa, de Bob Marley, de Davids, de Predador, Tinga...acho que todos os colegas brincaram. Não teve um que não brincou. No WhatsApp eu fui o centro das atenções por um tempo, depois as brincadeiras acabaram. O Arana é um dos brincalhões, mas acho que o Balbuena é o cara que faz mais piadinha. Isso serve pra deixar o grupo mais junto, nós nos falamos direto. Até quando estamos em casa brincamos um com o outro. São coisas que só vêm a agregar.

SENTIMENTO COM A ESTREIA
Me senti muito bem, apesar de ter um tempo já sem jogar. Pelo que o Carille e toda a comissão me disseram, por todos os jogadores do elenco que me deram total confiança para entrar tranquilo e fazer um bom papel. Foi primordial. Queremos sempre melhorar. Assisto sempre aos jogos, analiso o certo e errado, vou ver hoje à noite (segunda-feira) a partida. 

CARILLE FEZ CORREÇÃO IMPORTANTE
Já joguei nessa posição em outras ocasiões. Estava do lado do Maycon e do Rodriguinho, já habituados a jogar dessa forma, então como você disse eu me movimento ali conforme um vai puxando o outro. Eu via a movimentação de um lado e acompanhava. No começo do jogo, eu me senti sem a noção tática, porque estava como primeiro volante e naquela sede de querer jogar depois de muito tempo, de pegar na bola toda hora e saía um pouco da posição, eu atacava demais e nós levamos contra-ataques. O Carille já conversou comigo na pausa para beber água, corrigiu minha postura e deu certo.

APOIO PARA RECUPERAR MORAL
Ele (Carille) já conversou comigo diversas vezes e sempre me procura lembrar do que eu posso fazer. É muito bacana, ele procura sempre estar conversando comigo e com quem está fora. Esse é um dos motivos para quem entra fazer bons jogos. Ele entende o que tem que fazer, o que pode render, é muito bom. Ele já me conhecia de outros tempos e me dá muita confiança para jogar. Foi um dos responsáveis pela minha chegada.

CHATEADO COM AS CRÍTICAS

Divulgação/Atlético-PR
Paulo Roberto passou pelo Atlético-PR em 2011

Eu já esperava que seria um dos jogadores rejeitados, digamos, mas não esperava tanto. Vim de bons campeonatos brasileiros pelo Figueirense, Atlético-PR. Isso me pegou de surpresa, você fica chateado, sim. Não quer ser criticado. Isso era complicado porque no dia da contratação eu estava em casa, acompanhava na internet e só do meu lado a minha esposa, minha mãe e meu pai, todos acompanhando, e a gente fica um pouco triste. Algumas pessoas não te conhecem, não acompanham sua trajetória, mas entendo tudo isso. O Corinthians tem uma pressão muito grande. As críticas vêm mudando. 

PROPOSTA DO CORINTHIANS HÁ 7 ANOS
Tive um contato do Corinthians em 2010, depois do meu primeiro Brasileiro com o Guarani. Na época, tive outra proposta do Inter, que acabou não indo pra frente. Tenho pra mim que é tudo Deus que coloca as coisas na sua vida. Se me colocou agora aqui, é porque era o momento de vir pra cá e eu poderia esperar um momento mais maduro.

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