Entre Bielsa e Guardiola, D'Ale prepara aposentadoria: "Golpe forte"

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Internacional

    D'Alessandro tem mais um ano de contrato com o Inter e faz panos de futuro

    D'Alessandro tem mais um ano de contrato com o Inter e faz panos de futuro

D'Alessandro se prepara para sofrer 'um golpe muito forte'. Prestes a completar 36 anos, terá pela frente um adversário mais forte do que qualquer marcador. A aposentadoria está próxima. Enquanto conclui o curso para se tornar treinador, lê os livros de quem considera 'esperto' na função e tenta se preparar para o fim de uma idolatria com a qual convive diariamente. 

"Não pensei em aposentadoria. A gente pode imaginar alguma coisa. Meu pai, minha mãe, fizeram de tudo para eu jogar. Nunca me deixaram faltar nada. A gente não tinha tudo, mas eles sempre trabalharam para que eu tivesse uma bola, uma chuteira, para eu jogar. Eu posso imaginar que será um golpe muito forte. A gente se prepara, mas o atleta tem vida útil, né. Não vai até 70, 75 anos. A partir do momento de parar, tem que nos últimos anos se preparar para o futuro, e é isso que estou começando a fazer. Mas essa parada, o encerramento da minha carreira, vai ser um golpe bastante forte. Todos passam por isso, cada um tem um fogo interno, o que representa o futebol para mim é tudo, consegui dar uma tranquilidade econômica para minha família impressionante, foi meu maior orgulho. O que eu consegui dar para minha família não tem preço", disse em entrevista coletiva. 
 
O tema não é o predileto do capitão do Internacional. Até porque tem mostrado força para aguentar a intensidade dos jogos até em posição diferente da habitual. Tem jogado recuado, quase como um volante. E com desempenho totalmente satisfatório. 
 
Mesmo assim, D'Ale sabe que o tempo corre contra ele. Neste ano completará 36, e começa a encaminhar o futuro longe da função de atleta. Mas ainda perto dos gramados, pois está por concluir curso de treinador. 
 
"Eu comecei o curso na Argentina. Para fazer o curso de treinador são dois anos. Fiz o primeiro, hoje faço online. Acho legal sempre continuar se preparando aprendendo coisas. Claro que a vivencia no vestiário te dão muita coisa, mas também é bom ler aprender algo que de repente dentro de campo o vestiário não te dá. A gente acaba aprendendo coisas importantes para o futuro", explicou. 
 
Não tem prazo para virar 'professor D'Alessandro'. Enquanto é um aspirante à prancheta, D'Ale lê o que considera importante para assumir outra função. 
 
"Quando eu falo livros, o professor da Argentina me manda 30 folhas de texto para ler (risos)... Mas leio o livro do Guardiola, o do Bielsa... Tem que aprender dos caras que são os espertos na matéria. Aprender diferentes maneiras de olhar o futebol, de enxergar", acrescentou. 
 
Com vínculo até o fim do ano no Internacional, o gringo já disse que não trata da renovação. Não quer que se tenha interpretações erradas sobre o retorno ao clube. O mesmo tom adota a diretoria, que relega ao 'momento certo' o contato com ele para ampliação de vínculo. 
 
D'Ale faz trabalhos especiais fora de campo e mantém cuidados com alimentação e trabalhos. Tudo para esticar a carreira de atleta. Acredita que possa atuar mais um ou dois anos em alto nível. Para apenas depois começar a nova função. 
 

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