Por melhorias, técnica da seleção quer deixar assunto "preconceito" de lado

Napoleão de Almeida

De Curitiba, em colaboração para o UOL

  • Divulgação/Coritiba

Em palestra durante o CBF Social, ciclo de discussões realizado pela CBF com suporte do Coritiba na capital paranaense, a treinadora da seleção feminina de futebol, Emily Lima, pediu uma nova pauta para a categoria que fuja do tema preconceito.

"Se a gente ficar só falando do preconceito a gente não vai para frente. A gente tem que esquecer isso e usar tudo o que há em nosso favor, como a obrigatoriedade", declarou, citando a norma da CBF que a partir de 2019 obrigará os clubes profissionais a terem uma equipe feminina como condição para disputar a Copa Libertadores.

Fomentador do ciclo de debates, o Coritiba é uma das poucas equipes da elite a ter um time feminino, ao lado de Santos e Corinthians.

"A gente tem que aproveitar o momento e essa oportunidade e fazer com que o futebol feminino deslanche logo no nosso país. O maior desafio hoje é fazer com que as seleções se integrem a partir de agora. Então, eu acredito que isso vai somar muito. Muitas forças juntas nós conseguimos chegar a algum lugar", avaliou Lima, que assumiu a seleção principal no final de 2016, depois de o Brasil perder a disputa do bronze, na Olimpíada Rio-2016, ainda com Vadão como técnico.

Emily comandou uma peneira de meninas no CT da Graciosa, do Coritiba, com participação de mais de 200 meninas, e comemorou o avanço da categoria no país. 

"São muitos os desafios e nós estamos focados no desenvolvimento do futebol feminino no Brasil e as seleções de base e principal. Tem bastante coisa para que nós possamos desafiar e nós precisamos um norte. Nós começamos hoje, junto com a CBF Social e o departamento de seleções fazendo as seletivas", destacou.

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