CBF explica peso menor de votos dos clubes: federações representam milhares

Do UOL, em São Paulo

  • Xinhua/Rahel Patrasso

    O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero

    O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero

Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (24), a Confederação Brasileira de Futebol justificou a mudança feita no estatuto que enfraquece o poder dos clubes em votações da entidade. Segundo o texto, as federações estaduais ganharam peso maior em seus votos porque "representam milhares de clubes ausentes do processo eleitoral".

"As federações estaduais passaram a ter peso 3, considerando a representatividade de milhares de clubes ausentes do processo eleitoral. As 27 federações estaduais representam mais de 1.200 clubes e ligas de futebol ativos e quase 7 mil registrados", diz o comunicado.

Antes da mudança, os 20 clubes da Série A e as 27 federações tinham votos com peso igual, o que dava superioridade às federações. O novo estatuto incluiu os 20 clubes da Série B no colégio eleitoral, mas instituiu pesos diferentes para cada voto: peso 3 para as federações, peso 2 para os times da Séria A e peso 1 para os da Série B. Assim, a vantagem das federações foi mantida.

Na nota, a CBF afirma ainda que "os clubes pertencentes à Série A ascenderam ao peso 2, tendo em vista a grande massa de torcedores que representam", e que "a proporcionalidade decorrente desta regra é exatamente a mesma que vigorou na última eleição para presidente da CBF".

O comunicado completa que o novo estatuto foi "fruto de um trabalho exaustivo do Comitê de Reformas criado pela CBF, em fevereiro de 2016, com representação de todos os setores do futebol, tais como atletas, treinadores, árbitros, dirigentes e juristas".

Os clubes não foram avisados de que o estatuto retiraria poder de seus votos em comparação com as federações.

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