Jovem sensação do Dortmund pode ser a salvação dos EUA nas Eliminatórias

Bruno Doro

Do UOL, em São Paulo

  • Mike Carlson/Getty Images

    Christian Pulisic em jogo dos EUA

    Christian Pulisic em jogo dos EUA

Os Estados Unidos estão na lanterna das Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo, após duas derrotas nas duas primeiras rodadas para México e Costa Rica. Os resultados custaram o emprego de Jurgen Klinsmann e o ex-técnico do time, Bruce Arena, foi chamado para tentar resgatar os norte-americanos.

Mais do que Arena, porém, as esperanças dos EUA de manter viva a série de oito Mundiais seguidos estão nos ombros de um garoto de 18 anos que já está sendo chamado de "melhor jogador que o país já produziu na história" – a frase é do colunista Grant Wahl, da Sports Illustrated.

AP/Martin Meissner

O jogador em questão é Christian Pulisic e, se você acompanha a Liga dos Campeões, certamente já ouviu o nome. Ele foi o grande nome da classificação do Borussia Dortmund contra o Benfica nas oitavas de final, dando assistência para o primeiro gol e marcando o segundo na goleada por 4 a 0 dos alemães (o time precisava vencer por dois gols de diferença após perder o jogo de ida por 1 a 0).

Em sua primeira temporada como membro-chave do elenco do Borussia Dortmund, ele tem ganhado cada vez mais importância com o técnico Thomas Tuchel. Já são 39 jogos na temporada, 17 como titular, com oito gols e sete assistências.

Pode não parecer muita coisa, mas é bom lembrar que Pulisic ainda não completou duas temporadas na Alemanha e a concorrência no Dortmund é intensa. Entre seus rivais estão Marco Reus, Mario Goetze e André Schurrle, todos com passagens vitoriosas na seleção alemã (os dois últimos estava no título da Copa de 2014, por exemplo), além da sensação Ousmane Dembelé e dos sólidos Gonzalo Castro e Shinji Kagawa.

Ganhando a disputa com tantos nomes de peso, ele vem colecionando elogios – e não apenas de norte-americanos. Mehmet Scholl, ex-jogador do Bayern e hoje comentarista do Bayern de Munique, disse que Pulisic é seu "jogador preferido no momento" e que ele "consegue criar situações de gol nas pontas quando ninguém espera uma boa jogada".

Campeão mundial em 1990, Lothar Matheus foi além e o comparou (favoravelmente) a um antigo fenômeno alemão que brilhou no início da carreira mas não decolou: "Ele está fazendo tudo o que esperávamos de Mario Gotze" – em alusão ao autor do gol da vitória da Alemanha na Copa de 2014.

Pelos EUA, ele também tem tido um impacto positivo. Já são 11 partidas pelo time principal, incluindo três jogos na Copa América do Centenário, no ano passado, e cinco jogos pelas Eliminatórias – incluindo dois jogos como titular na fase decisiva. Sua performance mais marcante, porém, foi em um amistoso.

No dia 29 de maio de 2016, ele marcou um dos gols dos 4 a 0 sobre a Bolívia. Foi seu primeiro gol pela seleção principal. A partida foi disputada em Kansas City e o jogador só participou porque topou fretar um jato particular após participar de um dos ritos de passagem mais marcantes da vida norte-americana: o baile de formatura. No dia 28, ele estava em Hershey, na Pensilvânia, na festa de sua escola, ao lado dos colegas com quem tinha feito o colegial – aos 17 anos, ele tinha deixado a escola um ano antes, para jogar no Borussia.

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