"Só levavam para o lado negativo", justifica Neymar após greve de silêncio

Danilo Lavieri e Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

Ausente de entrevistas coletivas da seleção brasileira desde agosto, Neymar voltou a falar nesta segunda-feira após longo período de silêncio e, segundo ele próprio, de chateação. Eleito capitão para Brasil x Paraguai a pedido de Tite, o atacante falou sobre o período e também afirmou que se vê em evolução antes do jogo de terça, na Arena Corinthians.

"Preferi não falar, vou ser sincero com vocês, porque tudo que eu falava muitas pessoas levavam para o lado negativo e acabava machucando não só a mim, mas os meus companheiros", explicou Neymar. "Decidi parar de falar um pouco, dar calma a isso, baixar a poeira e só jogar futebol. Querendo ou não os jogadores vêm jogar futebol e quando a gente sai pra falar alguma coisa, uma coisa ou outra podem levar para o lado errado e não é da maneira que a gente quer, que a gente pensa e soa pro lado negativo e nos deixa tristes", contou Neymar.

"Além de ídolos que somos, somos seres humanos também. Temos o lado humano, ficamos chateados, tristes, mas já passou, baixou a poeira um pouco e estou aqui falando", emendou o atacante do Barcelona, há sete anos na seleção brasileira. Ele disse ainda que, no momento atual, de muitas vitórias, tudo fica mais tranquilo.

"A gente fica feliz quando as coisas dão certo, joga bem, faz apresentações que a todos agradam, aos familiares e à gente. São treinos de todo dia que a gente quer fazer a melhor apresentação que a gente possa. Então a gente fica muito contente e feliz de as coisas estarem dando certo. O professor Tite está encaixado muito bem com a seleção. E a gente tem que seguir assim, com os pés no chão", avaliou.

"Todo mundo precisa de um tempo para pensar, de colocar a cabeça no lugar, baixar a poeira. Todos têm o momento que querem ficar sozinho, um momento só seu, e eu tive meu momento de ter calma, de não falar nada, ficar calmo e só ficar quieto. E agora eu voltei", explicou Neymar.

O período de amadurecimento, aos 25 anos, também foi comentado pelo jogador. "A gente recebe muitos conselhos durante a carreira, só que aprende de verdade quando acaba de machucando, fazendo a coisa errada. Já passei por muita coisa, tentei discutir em momentos que não eram necessários, tomei amarelos e vermelho, me prejudiquei e aos meus companheiros", disse.

"Você vai ficando mais maduro, só penso hoje em jogar futebol, em ajudar, em estar focado e centrado no meu dever dentro de campo, do que o professor nos passa do momento de criar jogadas e deixar provocações e pancadas para focar no jogo. O jogador brasileiro focado é difícil de parar", concluiu Neymar. 

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