Noite insone e dicas de Miranda: "novo Gil" conta experiência com a seleção

Leandro Carneiro

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Instagram

    Franklin posa ao lado do "pai" Gil

    Franklin posa ao lado do "pai" Gil

Franklin Joseph tem só 18 anos. O zagueiro até já teve a oportunidade de participar do treino do time profissional do Corinthians. Mas tudo mudaria de verdade em sua vida há duas semanas. Uma ligação recebida informava que o jogador teria a oportunidade de marcar Neymar, absorver a experiência de Thiago Silva e participar da seleção que lidera as Eliminatórias para a Copa na América do Sul.

Filho de nigeriano com uma brasileira, Franklin foi um dos jovens jogadores do Corinthians convidado por Tite para participar de alguns treinos da seleção nos últimos dias. Foram quatro oportunidades de treino, incluindo atividades na Arena Corinthians e no Morumbi, até dividir corredores de um hotel em Guarulhos, na concentração da seleção.

"É uma coisa que nunca imaginei acontecer comigo. Tirei foto com Neymar, Thiago Silva, Casemiro. Não imaginei que estaria tão perto em tão pouco tempo, do nada. Fui treinar com eles. Fiquei ansioso. Recebi a notícia no fim de semana (há 14 dias), não consegui dormir de domingo para segunda querendo que chegasse o dia do treino logo para ver como ia ser, como ia agir. Fiquei muito feliz de ter essa oportunidade que professor Tite deu", falou ao UOL Esporte.

O clima bom na seleção brasileira fez com que Franklin logo virasse motivo de brincadeira. O motivo? A semelhança com o zagueiro Gil.

"Thiago Silva e Marquinhos não falei muito. Falei mais com Gil e Miranda. Gil ficou brincando comigo, todo mundo fala que pareço com ele. Neymar e Renato Augusto ficam falando que sou filho dele", brincou.

Mas, foi com Miranda que Franklin teve mais oportunidade de pegar alguns conselhos para sua carreira.

"Com Miranda fui conversando da Arena até o hotel, voltei do lado dele. Falei para ele que estou treinando faz duas semanas no profissional. Perguntou quanto anos eu tinha, onde eu moro. Falou para me preparar para quando a oportunidade aparecer para estar preparado", disse.

E foi no hotel da seleção brasileira que Franklin teve de encarar um "batismo" ao som de música corintiana puxada pelos jogadores quando ele foi se apresentar, com certo nervosismo.

"Me apresentei, falei meu nome e começaram a dar risada. Falei que estava feliz, agradeci a oportunidade e Neymar, Willian e Marcelo mandaram cantar uma música. Tentei cantar Racionais, fiquei nervoso, esqueci a música e todo mundo começou a dar risada. Cantei outra música e eles começaram a gritar: 'Corinthians, Timão Eo'", afirmou.

A oportunidade dada por Tite não foi a primeira do treinador na carreira do zagueiro. Foi ele quem o levou para treinar com o profissional nos tempos de Corinthians.

"Foi Tite quem deu primeira oportunidade de estar no profissional. Tinha treinado na base e estava subindo para pegar metrô e voltar para o Capão Redondo. Aí recebi ligação e não ia atender porque esses números estranhos são de cadeia. Era de um amigo meu que o chip era de Recife e falou que o supervisor mandou voltar que ia treinar com profissional. Chegando lá, fiquei todo ansioso, tremendo. E o Tite sempre brincou comigo, me chamou de Gilzinho. Dessa vez não foi diferente. Falou que se o Gil cortar o cabelo, eu vou cortar também que daqui a pouco meu cabelo tá do tamanho do Marcelo", complementou.

Ao falar sobre os tempos de Capão Redondo, Franklin lembra que foi difícil o começo devido à condição financeira de sua família. "Minha mãe ia num banco no Capão Redondo, nesse banco, passava na frente da escolinha do Corinthians. Eu enchia o saco para me colocar lá para treinar. Não tinha condição de pagar para mim. Depois de falar tanto, me colocaram lá. Conseguiram desconto e fazia aula todo sábado", finalizou.

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