Campeão em 2005, Autuori critica Mundial de Clubes e vê obsessão brasileira

Do UOL, em São Paulo

  • Marcos Brindicci/Reuters

    Treinador ainda criticou formato antigo da Libertadores, disputada no 1º semestre

    Treinador ainda criticou formato antigo da Libertadores, disputada no 1º semestre

O técnico do Atlético-PR, Paulo Autuori, fez críticas nesta segunda-feira ao Mundial de Clubes, título que conquistou em 2005 quando comandava o São Paulo. Em entrevista ao canal de TV por assinatura FOX Sports, Autuori afirmou que o torneio é muito curto para corresponder à importância dada.

A crítica englobaria, segundo o discurso do treinador, os formatos mais recentes do Mundial: o Intercontinental (entre os campeões da América do Sul e da Europa, disputado até 2004) e o Mundial da Fifa (com seis campeões continentais e um representante do país-sede, adotado definitivamente a partir de 2005). Para ele, os clubes da Europa dão menos importância à competição que os demais times – em especial os sul-americanos.

"Eu acho um absurdo chamar um torneio como aquele de Mundial de Clubes. É importantíssimo, mas eu não consigo entender aquilo como um campeonato mundial de clubes. As principais equipes têm dois jogos. As outras ainda passam por um processo classificatório", disse Autuori, indo além.

"Agora, nós vivemos isso de uma maneira diferente em relação ao europeu. Eles não dão a importância necessária – claro, querem ganhar, mas não dão essa importância. Nós aqui somos obsessivos por Libertadores. Muitas vezes, você compromete toda uma temporada por isso", completou.

Até 2016, a Libertadores era decidida no fim do primeiro semestre – em 2017, o título será decidido no dia 29 de novembro. Para Autuori, o formato anterior provocava um relaxamento nos clubes campeões ao longo do segundo semestre, principalmente os brasileiros.

"Em todos os clubes (no) pós-titulo, ou quando não atingem o titulo, há um processo de relaxamento. O foco é muito grande (no Mundial). É natural que você dê uma relaxada", analisou Autuori, campeão da Libertadores por Cruzeiro (1997) e São Paulo (2005). "Quando você ganha o título da Libertadores, até o Mundial, só se fala nisso", completou.

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