Com elenco blindado, Chapecoense quer deixar homenagens de lado na Recopa

Daniel Fasolin

Colaboração para o UOL, em Chapecó

  • Sirli Freitas/Chapecoense

    Técnico Vágner Mancini mira o título: 'Quando a bola rolar, quero meu time mordendo'

    Técnico Vágner Mancini mira o título: 'Quando a bola rolar, quero meu time mordendo'

A Chapecoense fez nesta segunda-feira seu último treinamento antes da primeira partida pela Recopa Sul-Americana diante do Atlético Nacional (Colômbia). Após os trabalhos, o técnico Vagner Mancini concedeu a única entrevista coletiva, fosse de membros da comissão técnica ou do elenco.

A Chapecoense decidiu preservar os jogadores neste período que antecede o jogo. Assim, coube ao comandante falar sobre a partida, as homenagens e também a ansiedade para o maior jogo da história da Chapecoense.

"Nós temos que saber diferenciar o que é festa, homenagem e solidariedade para um povo que abraçou o Brasil, mas é um jogo de futebol, e desejamos de vencer a partida. Espero que, apesar de toda a festa, os atletas entrem cientes do que precisam fazer, concentrados nesse jogo difícil que vale um título continental", disse.

"Esse é o jogo mais importante para mim também - só podem participar desse jogo os vencedores da Libertadores e da Copa Sul-Americana. É um jogo para poucas pessoas e poucos desportistas aqui e na América Latina. Temos que valorizar muito; dentro do jogo tem muita coisa envolvida, mas entraremos para jogar um jogo de futebol e daremos 150% nessa partida", completou.

O treinador foi além em seu discurso e adiantou suas expectativas para a partida. Entre elas, a de que a derrota em para o Lanús (Argentina) na fase de grupos da Copa Libertadores da América tenha servido de aprendizado para o elenco.

"Espero que tudo que está cercando a partida possa ser motivacional para os jogadores. Nós já sabemos tudo que vai acontecer dentro e fora do estádio. Mas precisamos diferenciar tudo. Espero que o povo de Chapecó e a diretoria da Chape possam recepcionar os colombianos muito bem, mas quando a bola rolar, quero meu time mordendo, pegando e se possível queremos o título", afirmou.

"A derrota contra o Lanús pela Libertadores nos ensinou muito. Precisamos diminuir o percentual de erros, precisamos errar pouco e estarmos totalmente focados no que precisamos fazer. Por isso os jogadores foram preservados de entrevistas", acrescentou.

"Precisa haver um equilíbrio, que passa por cada ser humano. Cabe ao treinador passar isso aos atletas. Eles não irão ver o que está acontecendo no estádio antes da partida. Quando há emoção envolvida você tem um pouco da sua concentração quebrada e não queremos isso. As pessoas certas farão as homenagens e os atletas joguem um final", completou.

Chapecoense e Atlético Nacional se enfrentam nesta terça-feira, às 19h15 (horário de Brasília), na Arena Condá, pela primeira partida da Recopa Sul-Americana. A segunda partida está marcada para o dia 10 de maio, em Medellín (Colômbia).

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