Na Espanha, time feminino é campeão de campeonato masculino sub-14

Do UOL, em São Paulo

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    Conquista do SE AEM foi destaque na imprensa espanhola; em 22 jogos, time conquistou 19 vitórias

    Conquista do SE AEM foi destaque na imprensa espanhola; em 22 jogos, time conquistou 19 vitórias

O time infantil da Secció Esportiva AEM, da cidade espanhola de Lleida, foi campeã da Liga de Segunda, uma competição para atletas de 12 a 14 anos. Um detalhe: a competição é masculina, e o time é formado apenas por meninas.

Ao longo do torneio, foram 22 partidas, com 19 vitórias, dois empates e uma derrota. Na partida que garantiu o título à equipe com quatro rodadas de antecedência, o AEM venceu o Pardinyes B pro 2 a 1. Sem surpresas, a artilheira do torneio joga pelo clube: Andrea Gomez, com 37 gols.

A informação gerou grande repercussão na Espanha. Em entrevista ao jornal El País, o técnico Dani Rodrigo diz que precisou vencer a resistência dos pais para formar times femininos há três anos. Até os 12 anos, segundo ele, os jogos contra meninos são regulares.

"Até o Sub-12, meninos e meninas podem jogar juntos, mas depois que passam para a categoria infantil (Sub-14), não podem mais competir, por isso optamos por criar o time de meninas. Sabíamos que jogar contra meninos as tornaria mais competitivas. A coincidência foi, também, que veio uma geração muito boa", contou Rodrigo, segundo a versão brasileira da publicação.

Segundo o treinador, o clube com 110 jogadoras divididos nas categorias Sub-10 e Sub-12 e Sub-14. Ciente de que a condição física pode se tornar um obstáculo na categoria Sub-14, o técnico instruiu o time a caprichar nas bolas paradas, apostando no diferencial. Resultado: a vitória diante do Pardinyes B veio em uma cobrança de falta de Alvorada Caño, no último minuto do jogo.

Apesar do tabu quebrado, Dani Rodrigo admite que as meninas ainda enfrentam muita resistência em competições masculinas, especialmente de pais de jogadores rivais. "Também nos deparamos com falta de educação em muitos lugares. E não são só os pais que levantam a voz, as mães também. Acontece pouco, mas ainda acontece, infelizmente", contou.

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