Caso Victor Ramos: TAS responde em 48h se julga pedido do Inter

Do UOL, em São Paulo

  • Foto: Francisco Galvão/ Divulgação/ EC Vitória

    Primeira audiência na Suíça foi interrompida após pedido do Vitória

    Primeira audiência na Suíça foi interrompida após pedido do Vitória

O 'caso Victor Ramos' segue sem um desfecho. Depois de cinco horas de duração, a audiência desta terça-feira (4) foi suspensa após pedido do Vitória. O clube baiano questionou se o TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) é o órgão competente para analisar a suposta irregularidade na inscrição do zagueiro Victor Ramos, durante o Brasileirão de 2016.

De acordo com os advogados do Internacional, o TAS responde em até 48 horas se avança e marca uma nova audiência ou anuncia que não tem competência para analisar o mérito da ação, que fala em erro da CBF e do Vitória no trâmite de registro do jogador.

"Fizemos uma argumentação de uma preliminar do processo pedindo para que os árbitros analisassem a competência do tribunal para julgar. Consideramos que o tribunal não é competente para julgar esta matéria em razão de que o Inter faz um questionamento de uma decisão da procuradoria de justiça desportiva, e não foi decisão do superior tribunal. Então, não caberia ao TAS realizar uma alteração nesta decisão do procurador", disse Augusto Vasconcellos, diretor jurídico do Vitória, em vídeo divulgado na conta do clube no Twitter.

O Internacional aposta em um julgamento técnico, onde possa apresentar as evidências que colheu para confirmar a tese de que houve erro e a irregularidade pode influenciar na classificação final do Campeonato Brasileiro do ano passado.

"A audiência correu bastante bem, houve uma interrupção para o painel deliberar e dentro de dois dias seremos comunicados se haverá uma nova audiência", declarou Gustavo Juchem, diretor jurídico do Internacional. "Estamos tranquilos no sentido de que o trabalho está sendo bem feito. Os argumentos estão sendo bem colocados. Temos confiança de estar buscando o certo", completou.

Para o Vitória, o fim da audiência tem gosto de triunfo.

"Os árbitros consideraram a nossa preliminar, suspenderam a audiência para analisar a liminar e acredito que foi uma vitória do Esporte Clube Vitória e da CBF, porque consideramos a suspensão desta audiência é fundamental porque o mérito sequer foi analisado. É uma boa notícia, mas continuaremos vigilantes para evitar qualquer tipo de surpresa", afirmou ainda.

O Internacional reluta em demonstrar decepção com o pedido e acolhimento do TAS.

"Era uma das possibilidades (paralisação para análise de competência), não há (frustração). De forma alguma", comentou Juchem.

Relembre o 'caso Victor Ramos'

Em 1º de dezembro, o Internacional entrou no STJD com 'notícia de infração' e pedido para se tornar terceiro interessado em processo iniciado pelo Bahia. Ambos os casos tratam do registro de Victor Ramos, emprestado pelo Monterrey-MEX ao Vitória.

Dois dias antes da Procuradoria se manifestar, o Internacional anexou e-mails que indicam instrução da CBF ao Vitória sobre o modelo da transferência. O STJD, mesmo assim, não acolheu a demanda e decidiu arquivar a denúncia.

Um dia depois do arquivamento, a CBF enviou ofício ao STJD denunciando o uso de documentos ilegítimos na petição do Inter. Além de arguir falsificação, a entidade pediu ao tribunal para encaminhar o caso ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

O Inter reagiu, afirmou que os documentos eram verdadeiros e prometeu recorrer do arquivamento. O clube gaúcho entrou com pedido de reconsideração, solicitando análise do Procurador-Geral do STJD, mas ouviu outro 'não'.

O Internacional alega que Victor Ramos foi inscrito irregularmente. O zagueiro esteve cedido ao Palmeiras em 2015 e em fevereiro, chegou ao Vitória. Em sua petição, o clube gaúcho pede que o time baiano seja denunciado no artigo 214 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). Assim, a equipe de Salvador poderá perder pontos no Brasileirão.

Depois de duas respostas negativas da Procuradoria do STJD, o Inter decidiu recorrer ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte). Em janeiro, o clube enviou sua demanda e conseguiu ter acolhido o processo. Em março, o órgão sediado na Suíça marcou audiência para abril.

Pouco antes, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva deu andamento na denúncia da CBF pelo uso de documentos falsificados e definiu relator para tocar o inquérito. O processo analisa a suposta adulteração de e-mails apresentados na petição do Internacional.

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