Odebrecht acerta venda de concessão a franceses e afasta Fla do Maracanã

Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Pedro Martins / MoWA Press

    Mosaico da torcida do Flamengo no Maracanã: time pode deixar de jogar no estádio

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A construtora Odebrecht acertou nesta quarta-feira (5) os últimos detalhes para a venda da concessão do Maracanã à empresa Lagardère. Segundo apurou o UOL Esporte, o negócio foi acordado verbalmente para que a companhia francesa tenha o direito de administrar o estádio carioca até 2048.

A venda da concessão para a Lagardère deve afastar definitivamente o Flamengo do Maracanã. O presidente do clube rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, defende que o Fla tenha participação na gestão do estádio, e já afirmou em outras ocasiões que o time não jogará como mandante no Maracanã se a empresa francesa, com quem tem péssimas relações, for a administradora.

As empresas assinarão um memorando de entendimento nesta sexta-feira (7). O negócio ainda depende de aprovação do Governo do Estado do Rio de Janeiro, mas a tendência é que a administração pública valide o acordo.

A Lagardère deve pagar 60 milhões no ato para ter o direito de administrar o Maracanã. Deste valor, de R$ 15 a 20 milhões iriam para reformas imediatas no estádio, e outros R$ 16,5 milhões seriam gastos pagando três anos de dívidas de outorga da Odebrecht com o Estado (R$ 5,5 milhões por ano). O que sobrar, cerca de R$ 20 milhões, fica com a Odebrecht.

A previsão é que a Lagardère gaste cerca de R$ 500 milhões até o final da concessão, que vale por mais 31 anos. A empresa francesa já administra outros dois estádios no Brasil: a Arena Castelão, em Fortaleza (CE), e a Arena Independência, em Belo Horizonte (MG).

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