Inter troca frustração por alívio após fim do "caso Victor Ramos"

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • AFP PHOTO / Heuler Andrey

    Inter começou 'caso Victor Ramos' contra o Vitória em novembro e foi até a Suíça

    Inter começou 'caso Victor Ramos' contra o Vitória em novembro e foi até a Suíça

Imediatamente após a resposta do TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), o Internacional foi tomado por um sentimento de frustração. Só que a sensação não foi unanime. Houve, sim, quem ficasse aliviado no estádio Beira-Rio. O fim do 'caso Victor Ramos' na Suíça acabou sendo encarado como o término de uma fase que desgastou o Colorado publicamente e tirou foco nos corredores do clube.

A luta por uma reversão do rebaixamento nos tribunais era uma herança da antiga gestão, que passou o bastão em dezembro. A diretoria liderada por Vitorio Piffero foi quem deu sinal verde para os advogados montarem petição e investirem na causa. Foi ainda com o ex-presidente que o Inter orçou os custos e separou dinheiro para bancar a contratação de advogados na Suíça e montar o processo no Tribunal Arbitral do Esporte.

A gestão liderada por Marcelo Medeiros, que ganhou eleição, se viu amarrada no caso e até titubeou sobre seguir na disputa. Acabou mantendo o aval ao corpo jurídico, mas com poucas esperanças.

A cúpula do Colorado não reconhece nos microfones, mas nunca apostou em uma reviravolta na tabela do Campeonato Brasileiro de 2016. O ponto que mobilizou os dirigentes foi a luta para comprovar que não houve adulteração nos anexos da petição entregue ao STJD, conforme denúncia da CBF ainda em dezembro.

"Quando assumimos, esse assunto já estava em andamento na Justiça Desportiva. Nós demos seguimento a ele e esgotamos as possibilidades. Vamos acatar a decisão e seguir em frente", disse Marcelo Medeiros, presidente do Inter. "Esse é um assunto que também precisa ser encerrado [inquérito no STJD sobre os e-mails anexados pelo Inter]. Isso já está se esgotando, mas é um desdobramento da questão do Victor Ramos e o clube está na defesa da regularidade dos atos praticados no processo", completou.

O ceticismo do alto escalão foi reproduzido no vestiário. O departamento de futebol se manteve longe da disputa nos tribunais e os jogadores, por consequência, também. No vestiário, a resposta do tribunal suíço teve outra repercussão: de alívio, puro e simples.

"Creio que, não pela decisão em si, mas entendo que se gastou muita energia nesse assunto. Era um tema que precisa ser esgotado. Mas não muda nada para a nossa preparação. Desde o início do ano, quando me perguntavam se eu contava com essa hipótese, eu dizia que não. Eu precisava focar no trabalho do dia a dia e montar uma equipe para disputar os jogos", comentou Roberto Melo, vice de futebol do Inter, à Rádio Gaúcha.

Outro lado que incomodou o Inter foi à repercussão de seu pleito na Justiça Desportiva. A imagem perante a opinião pública deverá ser centro de uma campanha nas próximas semanas. O Colorado deseja superar o desgaste gerado pelo tema e emplacar corrente de mobilização com a torcida para disputa da Série B.

"Isso é necessário, a gente precisa do nosso torcedor. Ele nota e sente que o time precisa dele. Temos que passar uma borracha, depois dessa decisão vamos olhar para frente. Precisamos ver 2017, o caminho a trilhar", declarou Melo.

O Internacional estreia na Série B contra o Londrina, fora de casa. A partida será disputada em 13 de maio, às 16h (Brasília), no estádio do Café. O primeiro jogo do Colorado como mandante acontecerá diante do ABC, no dia 20 do mesmo mês.

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