Revista: CR7 pagou R$ 862 mil para mulher retirar acusação de estupro

Do UOL, em São Paulo

  • Xinhua/Imago/ZUMAPRESS

A revista alemã Der Spiegel revelou nesta sexta-feira que Cristiano Ronaldo teria pagado 258 mil euros (R$ 862 mil) a uma jovem norte-americana para que ela não revelasse suposto estupro ocorrido em junho de 2009, em Las Vegas, pouco depois de o atleta acertar com o Real Madrid.

De acordo com a publicação alemã, CR7 e a mulher firmaram contrato em que ela se comprometia a ficar em silêncio. Cristiano Ronaldo teria tido relação sexual sem consentimento da jovem em Las Vegas após uma festa.

O material noticiado pelo Der Spiegel sobre Cristiano Ronaldo foi obtido a partir de documentos apresentados pelo Football Leaks.

O acerto estabelecia que a jovem retirasse queixa policial. A mulher teria acionado a polícia logo após se relacionar com Cristiano Ronaldo, como indicam os registros telefônicos que mostram ligações para o departamento da Polícia Metropolitana de Las Vegas. No entanto, apesar de ter efetuado a chamada, nunca identificou Cristiano Ronaldo, afirmando apenas que se tratava de "uma figura pública", de um "atleta".

O advogado de Cristiano Ronaldo, Carlos Osório de Castro, teria assinado acordo em nome do jogador. O contrato foi firmado sete meses depois do suposto estupro. Ela também aceitou apagar de forma permanente qualquer indício eletrônico ou escrito de todas as comunicações que tenha feito para contar para outras pessoas.

Por contrato, a jovem teria que informar todas as pessoas que saberiam do caso. Nos documentos de confidencialidade, Cristiano Ronaldo seria tratado como Mr. D, enquanto a jovem de Ms. C. 

Ao jornal Mundo Deportivo, o advogado de Cristiano, Johanes Kreile, disse:

"As acusações devem ser descartadas contundentemente porque são incorretas".

A Gestifute, empresa que representa o atacante português Cristiano Ronaldo, classificou como "obra de ficção jornalística" a informação divulgada nesta sexta-feira, pela revista alemã "Der Spiegel", de que o jogador pagou para uma mulher não o denunciar por estupro à justiça dos Estados Unidos, em 2009.

"A suposta vítima recusa se identificar e a corroborar a história, e todo o enredo se baseia em documentos não assinados e tão contraditórios que são identificados por códigos em emails entre advogados que não mencionam Cristiano Ronaldo, cuja a autenticidade ele desconhece, em uma suposta carta que teria sido enviada pela vítima, mas que ele nunca recebeu", afirma o comunicado.

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