Teto salarial e 3 anos de contrato. Entenda como Valdivia irritou o Santos

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Reinaldo Canato/UOL

    Valdivia mudou de ideia e recusou contrato de produtividade oferecido pelo Santos

    Valdivia mudou de ideia e recusou contrato de produtividade oferecido pelo Santos

Apesar da insistência do técnico Dorival Júnior em contar com o meia Valdivia, ex-Palmeiras e atualmente no Al Wahda, dos Emirados Árabes, Modesto Roma pode não ceder à pressão do treinador. O presidente esteve perto de assinar com o chileno há duas semanas e se irritou com o fracasso das conversas naquele momento. O UOL Esporte apurou os motivos que impediram a assinatura do contrato e tiraram o dirigente santista do sério.

Valdivia havia aceitado um contrato de produtividade e assinaria por um ano com o Santos. No entanto, no dia de sacramentar o acordo, o chileno recuou e pediu o teto salarial do clube paulista, R$ 300 mil por mês, além de um contrato de três anos.

O presidente Modesto Roma ficou bastante irritado com a mudança de planos de Valdivia. Na visão do dirigente, o chileno usou o fechamento da janela brasileira para o exterior, em 4 de abril, para pressionar o Santos.  

A diretoria santista tem convicção que o pedido de Valvidia no mesmo dia do fim do período para negociações não foi uma coincidência. Vale lembrar que o chileno sempre polemizou em relação aos contratos de produtividade. Grande parte da briga do chileno com a diretoria do Palmeiras, nos tempos de Paulo Nobre, teve a ver com esse modelo de contrato.

"Se for por produtividade, só espero que não aconteça o que vivemos no ano passado, quando sofremos até o fim porque tínhamos muito jogadores com contrato de produtividade", disparou Valdivia em 2015, lembrando o quase rebaixamento do clube no anterior quando o Palmeiras ofereceu o modelo em sua frustrada renovação.

No Santos, a diretoria estava confiante que ele assinaria o contrato antes do mata-mata contra a Ponte Preta, válido pelas quartas de final do Campeonato Paulista. A mudança de planos irritou os dirigentes, que só seguiriam na missão a pedido de Dorival Júnior, que quer contar com o meia. 

Modesto Roma, no entanto, ficou irritado com o "vazamento" das negociações por conta da reportagem do UOL Esporte. Aos seus aliados no clube, o presidente já mandou avisar que não aceitará a pressão de Dorival Júnior e que Valdivia não vestirá a camisa do Santos. Em entrevista à Gazeta Esportiva na última sexta, no entanto, ele não foi tão incisivo assim. 

"Não dá pra dizer se vamos tentar novamente. Tudo depende da situação de mercado, do momento do time. Vamos ver", disse ele. 

O presidente sequer compareceu ao lançamento da calçada da fama do Santos em evento comemorativo aos 105 anos do clube. A assessoria não informou o motivo da ausência do mandatário. O contrato de Valdivia com o Al Wahda termina no meio deste ano e, por isso, o clube paulista só gastaria com o ordenado do atleta. Mesmo assim, o Santos só aceitaria o contrato de produtividade para contratar o chileno. O cenário atual, no entanto, não indica que as partes estejam próximas de um acordo. 

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