Tinga rebate Fábio Costa e nega ter admitido que não sofreu pênalti em 2005

Do UOL, em São Paulo

  • Keiny Andrade/Folha Imagem

Em entrevista ao programa Aqui com Benja, exibida nesta madrugada de sábado para domingo, Tinga rebateu declarações do ex-goleiro Fábio Costa, concedidas à própria atração e também ao UOL Esporte, sobre o polêmico lance do Corinthians x Inter pelo Campeonato Brasileiro de 2005 que até hoje causa polêmica.

O ex-corintiano disse em entrevistas anteriores que o ex-meio-campista do Internacional admitiu ao então árbitro Márcio Rezende de Freitas de que "não sofreu pênalti", o que é negado por Tinga. Na ocasião, o jogador foi expulso por simulação em lance que até hoje é visto pelos colorados como decisivo na disputa pelo título daquele ano. O jogo terminou empatado por 1 a 1 e o Corinthians manteve vantagem na liderança após o confronto direto. 

"Faz quantos anos isso e o Márcio nunca falou isso e eu nunca falei, como é que.. Tem quinhentas câmeras, só buscar aí, hoje os caras leitura (labial). O que eu falo para ele: 'Se não quiser dar pênalti, não dá, mas não me expulse'. Agora, 'não foi pênalti', isso nunca falei. O Márcio, que apanha até hoje, nunca falou isso, como é que ele está falando?", questionou.

"Foi pênalti claro?", perguntou a ele o entrevistador Benjamin Back. "É lógico, tem imagem, tem tudo", enfatizou Tinga. "Ele tem que falar o que acha que tem que falar para defender a situação dele", disse, sobre a afirmação de Fábio Costa.

"Eu ainda tentei dar uma chance para o Márcio (Rezende de Freitas): já que tu vai fazer, diminuir a m.... Se quiser não dar o pênalti, não dá, mas só não me expulsa. Tentar diminuir a m.... Já estava pensando um pouquinho na frente por ele, ia ficar até hoje nessa polêmica aí que ele ajudou o Corinthians", falou o ex-jogador.

Questionado por Benja se aquele Internacional perdeu o título por causa do jogo polêmico com o Corinthians, Tinga argumentou que, para ele, foi devido a várias situações que ocorreram naquela reta final de Brasileiro que acabaram por prejudicar sua ex-equipe. 

"É por tudo que aconteceu, de a gente estar com pontos na frente, e o Corinthians ser beneficiado do apito lá, do juiz Edílson (Pereira de Carvalho, que participou de esquema de armação de resultados e cujos jogos apitados por ele foram posteriormente anulados), acabou passando na nossa frente, a gente foi buscar e nesse jogo acontece o pênalti, então esse ficou marcado, mas foi por uma série de coisas. Com certeza, não perde o campeonato somente por um jogo, mas esse ficou identificado pelo que aconteceu na competição toda."

"Isso é um assalto, do jeito que foi, perder um ponto, depois fomos buscar, chegou no jogo o (Rafael) Sóbis fez o gol, a gente estava melhor no jogo e eu fui expulso, foi um assalto", enfatizou, sobre a polêmica competição, vencida ao final pelo Corinthians.

No entanto, Tinga fez questão de repudiar excessos por conta do acirramento da rivalidade entre os clubes desde então. "Os corintianos têm que defender o lado deles, nós o nosso, mas eu acho que carregar isso nessa rivalidade até um pouco mais para o lado agressivo, acho que está exagerando, está numa gaveta mais acima do que deveria. O legal do futebol é essa história que passou, criar uma rivalidade a mais, não ter só a regional, que acabou engrandecendo dentro dos campeonatos, quando cruza Inter e Corinthians o jogo tem uma proporção legal, mas só temos que cuidar para não se exceder", afirmou.

Sobre quem se classifica na próxima quarta (19) no duelo de volta pelo mata-mata da Copa do Brasil - o jogo de ida terminou empatado por 1 a 1 -, Tinga não quis arriscar um palpite, mas admitiu certa vantagem alvinegra: "Não sei, jogo aberto. Lógico, o Corinthians, por jogar em casa, arranca na frente, é o único já arranca classificado porque o 0 a 0 é do Corinthians, já começa o jogo classificado, mas tudo pode acontecer e o Inter também tem muita força nesses mata-matas." 

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