Neymar admite se sentir "o cara" da seleção e diz: indicaria Tite ao Barça

Do UOL, em São Paulo

  • Pablo Porciuncula/AFP Photo

    Neymar em ação pela seleção brasileira contra o Uruguai

    Neymar em ação pela seleção brasileira contra o Uruguai

Em entrevista ao canal Esporte Interativo, o atacante Neymar afirmou que se sente "o cara" da seleção brasileira e exaltou o técnico Tite. De acordo com o jogador, apesar de não gostar de se ver como a principal estrela do time, ele tem que reconhecer esse papel.

"Às vezes sim, às vezes não", disse Neymar, quando perguntado se tinha noção da própria importância. "Quando eu sou cobrado, sim (risos). Eu não gosto de me sentir assim, mas às vezes me sinto. Sei do meu potencial, sei do que posso render para a seleção, sei que sou praticamente o cara da seleção, mas não gosto de me colocar nessa situação porque é ruim".

Ele admitiu que existe uma expectativa e uma energia diferente no estádio quando ele pega na bola. "Eu sinto isso, no Santos eu sentia bastante, era igual. No Barcelona também, então eu me sinto o cara, vai", completou.

O atacante também voltou a tecer elogios ao técnico Tite, que tem 100% de aproveitamento desde que assumiu a seleção brasileira em junho do ano passado. Ele evitou fazer comparações com o antecessor do treinador na seleção, Dunga.

"Não acho que o Dunga seja ruim como treinador, pelo contrário. Tenho orgulho de ter trabalhado com ele, foi muito bom comigo. Não sei também o que aconteceu do Tite ter mudado isso tudo, é mérito dele, de colocar a confiança em cada jogador, cada setor, treinar bastante. O Tite tem algo diferente que atrai essa atenção dos jogadores e o jogador passa a ficar mais focado", disse Neymar, que contou que indicaria o treinador da seleção ao Barcelona no futuro.

"Ele está no nível de ser técnico de onde ele quiser. Acho que indicaria, sim", declarou.

Confira mais momentos da entrevista de Neymar:

Assistência "sem querer" contra o PSG

"Meu primeiro pensamento não foi nem ser herói, e sim chutar, mas eu vi dois jogadores movimentando, Messi e Piqué. Não vi o Sergi Roberto, meti ali para os dois. Tanto que achei que quem tinha feito o gol tinha sido o Piqué. Sempre falo para ele entrar na área, mas foi o Sergi quem fez o gol".

Alívio ao converter o pênalti contra o PSG

"Só lembro na hora que peguei a bola para bater o pênalti, estava concentrado, e falaram que tinha mais cinco minutos de jogo. Pensei: 'c.., tem que fazer essa m... para ter pelo menos uma chance de tentar algo extraordinário'. Quando fiz, foi alívio total, colocou a gente no jogo".

Concorrência de Messi para bater faltas

"Sempre quero bater, mas tem uma hierarquia. Respeito máximo ao Leo, ele é o batedor oficial. Às vezes eu me aproximo para se tiver uma chance de bater estar preparado. Torço só para a bola entrar, a gente decide ali na hora".

Barcelona tem que dar mais bicão?

"Às vezes é do jogo, o feeling do jogador, ele tem que sentir. Se vê que não está acontecendo do jeito que a gente quer, tem que mudar. É aquela mudança de pressão. Se está nos pressionando aqui, dá o bicão. Não é feio, não, é bola para o mato que o jogo é de campeonato. A filosofia daqui sempre foi de sair jogando, buscar o passe, mas estão nos pressionando e a gente tem realmente que buscar uma saída".

Pênalti decisivo nas Olimpíadas

"Aquele pênalti no Maracanã, a caminhada para a bola foi uma das coisas mais difíceis da minha vida. Tinha que ser mais pertinho. Eu olhava para o gol, o gol muito pequeno, o goleiro grande, e eu falava onde vou chutar essa bola. Aí peguei a bola, posicionei, tudo cabeça baixa, aí olhei para o gol e vi o gol muito grande e o goleiro muito pequeno. Aí me relaxou, pensei: você está preparado, treinou para isso. Relaxei e consegui deslocar o goleiro".

Brasil favorito em 2018

"Eu considero, acho que o Brasil sempre foi favorito pelo nível de jogadores que tem. Ao longo dos anos a seleção sempre teve bons jogadores, mas não conseguia achar uma identidade, uma filosofia brasileira. E agora a gente conseguiu, encaixou, apesar de ter rotações, não muda o esquema, a forma de jogar. O Tite conseguiu impor isso na seleção".

Como é o trabalho de Tite

"O Tite passa uma grande confiança para os jogadores. Ele trata todo mundo igual, não tem titular, não tem reserva. Ele faz a segunda equipe treinar da mesma forma que a primeira. Tem momentos em que vai precisar, no decorrer do jogo, se um cara é suspenso, então tem que estar todo mundo ligado".

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