Herói de vaga do Inter virou goleiro por "acrobacias" e "roupas diferentes"

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Inter

    Goleiro Keiller, do Internacional, comemora classificação à final do Gauchão

    Goleiro Keiller, do Internacional, comemora classificação à final do Gauchão

Keiller, o herói improvável da classificação do Inter à final do Gauchão, tem 20 anos, sendo quase a metade deles vividos no Internacional. São oito desde a chegada à base vermelha, em 2009. A escolha pela posição considerada foi inusitada, já que o jovem aspirante a jogador foi conquistado pela ideia de dar saltos acrobáticos e usar roupas diferentes.

"O futebol surgiu pra mim com 8 anos, gostava muito de ver aqueles caras 'voando', com roupas diferentes e tal. Insistia pro meu pai me colocar na escolinha  e surgiu uma oportunidade em 2006", disse ao UOL Esporte, por meio de sua assessoria de imprensa.

Junto ao futebol veio também o basquete e a idolatria a Michael Jordan, mas passou e as quadras jamais superaram os gramados. A brincadeira de criança de se atirar imitando as ações dos goleiros prediletos, como Buffon, Van Der Sar e Dida, nos campos amadores de Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, se tornou séria quando ele tinha apenas dez de idade. E no lado oposto do Internacional.

Foi no Grêmio que Keiller deu os primeiros 'saltos'. Pela proximidade - o CT da base gremista é em Eldorado do Sul - o Tricolor apresentou a meta a ele. E logo de cara, o sucesso. Foi ele o goleiro menos vazado da Taça da Saudade Sub-11 de 2007.

No ano seguinte ele já mudou de clube. Com 12, passou para o Colorado, onde fez toda categoria de base. Assinou o primeiro vínculo, ainda amador, com 14 anos. Com 16 o primeiro contrato profissional. Passou pelos times Sub-15, Sub-16, Sub-17 e Sub-20. Jogou competições nacionais e internacionais vestindo a 'camisa diferente' do Inter.

No ano passado virou profissional definitivamente. Ganhou novo contrato, agora até dezembro de 2019, e ampliação salarial.

Status elevado internamente 

Keiller tem muita moral nos bastidores do Inter. Desde a base, é tido como um goleiro de muita capacidade técnica e mental. A frieza o acompanha desde muito antes da primeira oportunidade como profissional. "Eu procuro sempre me manter calmo. O goleiro precisa passar tranquilidade ao resto do time. Sou frio mesmo", afirmou Keiller.

Tanto que por pouco não foi ele o titular nas partidas contra o Corinthians pela Copa do Brasil. O aval técnico ele tinha, mas por conta da liderança a opção foi por Marcelo Lomba. Deu certo, pois o mais velho brilhou contra os corintianos. E 'no momento certo', Keiller também teve sua chance, e abraçou.

"Eu trabalhei muito por esta oportunidade. Ela chegou em um momento muito bom. Eu estava pronto e pude aproveitar, graças a Deus", afirmou.

Sem reserva, Keiller precisará se cuidar ao máximo na decisão do Gauchão diante do Novo Hamburgo. Como Danilo Fernandes e Marcelo Lomba estão lesionados, ele é o único goleiro à disposição de Antonio Carlos Zago para os jogos.

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