Reaproximação entre Palmeiras e Mancha Verde preocupa oposição do clube

Danilo Lavieri e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

  • NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Torcida lotou a porta do CT. Alguns organizados tiveram reunião com atletas

    Torcida lotou a porta do CT. Alguns organizados tiveram reunião com atletas

Uma das grandes bandeiras dos dois mandatos de Paulo Nobre à frente do Palmeiras, a distância em relação às organizadas, é coisa do passado. Sob o comando de Maurício Galiotte, o clube voltou a se relacionar com a Mancha Verde em diferentes momentos. A reaproximação preocupa o grupo de oposição na política alviverde, especialmente os seguidores do ex-presidente. 

O último sinal de que o relacionamento entre as partes está completamente reestabelecido foi dado na sexta-feira. Na ocasião, Paulo Serdan, André Guerra e outros membros do grupo organizado entraram na Academia de Futebol e tiveram reunião com Fernando Prass, Felipe Melo, Dudu, Borja e o diretor-executivo, Alexandre Mattos.

Na ocasião, eles manifestaram apoio ao grupo às vésperas do confronto contra a Ponte Preta e entregaram uma carta com palavras de apoio direcionada a cada atleta que estava relacionado para a disputa por uma vaga na final do Paulista.

Dirigente histórico da Mancha, Paulo Serdan foi eleito em 2015 como conselheiro do Palmeiras. Recentemente, ele usou o microfone em uma reunião do órgão para defender a candidatura de Leila Pereira, dona da Crefisa, ao mesmo cargo que ele tem.

Para os opositores, Maurício Galiotte vai contra o que ele mesmo defendeu durante a sua gestão como vice-presidente do clube, quando Nobre era o mandatário. Decepcionado com os rumos do clube nos bastidores, o ex-presidente não tem participado da vida política alviverde e acompanha os fatos à distância. Neste fim de semana, ele estava em uma corrida de rally e chegou a sofreu um acidente.

Antes da entrada dos organizados no CT, outro episódio já havia chamado a atenção dos opositores. Borja teve uma recepção organizada pela Mancha Verde no Aeroporto de Guarulhos. Nos tempos de Nobre, a recomendação dada aos jogadores era que eles não se envolvessem com a torcida; o colombiano vestiu camisa e boné da torcida, e as imagens não repercutiram bem com o antecessor de Galiotte.

Em entrevista ao UOL Esporte no início do ano, Galiotte já havia manifestado sua intenção de voltar a falar com os organizados. A primeira medida foi retomar a venda de ingressos nas bilheterias do Allianz Parque para os jogos em que o Palmeiras é visitante; para o confronto diante do Peñarol, no Uruguai, a negociação ocorreu na própria arena palmeirense. A medida facilita a ida da Mancha aos estádios fora de São Paulo.

Em um primeiro momento, a atual gestão não precisa se preocupar com as reclamações dos chamados nobristas. Minoria na vida política, eles ainda não conseguem causar problemas políticos ao presidente, embora tentem angariar novos apoiadores para a causa. 

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