Dirigentes de Atlético-PR e Flamengo se reaproximam, mas com ressalvas

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Arquivo pessoal

    Petraglia e Bandeira acertaram pontos, mas cada qual com seus interesses

    Petraglia e Bandeira acertaram pontos, mas cada qual com seus interesses

Um jantar de recepção juntou dirigentes de Atlético Paranaense e Flamengo antes do jogo pela quarta rodada da Copa Libertadores, vencido pelo Furacão por 2 a 1. Na pauta, questões como cotas de TV, política da CBF e gestão de clubes. A despeito do que se fala em relação ao possível rompimento entre Mario Petraglia e Eduardo Bandeira, líderes dos clubes, o papo foi amistoso e selou a paz entre ambos, já costurada na semana anterior quando sentaram para definir a situação de Marcelo Cirino, que foi para o Internacional.

Apesar do bom clima, porém, nenhuma grande definição foi tomada. Durante a troca de experiências em gestão – o Flamengo buscou know-how sobre estádio e CT junto ao Atlético – cogitou-se uma fórmula que contentasse a mais clubes com relação as cotas de TV. Não chegaram à um consenso. O Atlético lidera um grupo que defende que as cotas sejam partilhadas como na Inglaterra, com uma fatia proporcional a audiência e outras duas remunerando igualmente e também com base em desempenho esportivo. O Fla é contra, pois teria que ceder em arrecadação e crê que, por ter maior torcida e audiência, merece ganhar mais em todas as áreas. "Cada um defende o seu", contou um interlocutor que acompanhou detalhes da reunião.

Arquivo pessoal
Petraglia entrega uma placa comemorativa sobre o jogo a Bandeira

Os clubes estão juntos em outras áreas. A despeito do rompimento na Primeira Liga por conta justamente das cotas de TV, Fla e Atlético buscam fortalecer interesses conjuntos ao lado de Atlético-MG, Coritiba, Fluminense e Bahia. Os clubes discordam das mudanças recentes no modelo de eleições na CBF, que fortaleceram as federações. Os rubro-negros estão em guerra declarada contra suas federações estaduais, FPF e FFERJ. Uma reunião de trabalho chegou a ser feita em São Paulo para buscar apoio dos clubes paulistas, que não aderiram à ideia. Nem mesmo Palmeiras e Santos, que já estão com Atlético, Coritiba e Bahia em um pool por negociação de TV, acabaram prestigiando a ação. 

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