Corinthians gasta R$ 41 milhões em sexteto que não vingou; veja detalhes

Dassler Marques e Ricardo Perrone

Do UOL, em São Paulo

  • Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

    Marquinhos Gabriel (à esquerda) e Giovanni Augusto foram maiores investimentos da gestão Roberto

    Marquinhos Gabriel (à esquerda) e Giovanni Augusto foram maiores investimentos da gestão Roberto

O balanço publicado pelo Corinthians referente a 2016 mostra que no ano passado o clube gastou aproximadamente R$ 41,6 milhões para contratar jogadores hoje muito distantes do time que disputa a final do Campeonato Paulista, diante da Ponte Preta. 

Do grupo de seis atletas, quatro já deixaram o Corinthians pouco tempo depois sem render nenhuma quantia: Guilherme, Gustavo e Lucca foram cedidos a outras equipes - Marlone foi envolvido em troca por empréstimo. A lista é completada pelos dois mais caros, pelos quais o Corinthians ainda tenta obter um melhor resultado esportivo. 

Nas demonstrações financeiras, é informado que na conta, além dos valores investidos na aquisição dos jogadores, estão ainda custos com "luvas ou assemelhados".

O mais caro: Giovanni Augusto

De acordo com o balanço, o Corinthians se comprometeu a pagar R$ 15.329.000 por 60% de seus direitos econômicos ao Atlético-MG. Na mesma operação, o clube mineiro topou antecipar a liberação do centroavante André, que estava em fim de contrato. Um terço da quantia ainda está pendente com os mineiros, que possuem 40% do jogador. 

Na reserva em 2017, Giovanni esteve próximo de ser trocado com o Internacional recentemente por Valdívia. A operação, que seria por empréstimo, chegou a ser topada pelo Corinthians, mas esbarrou no desejo do jogador em permanecer. Uma semana depois, ele lesionou o tornozelo e só deve voltar em julho. 

Se não bastasse o alto valor investido na compra, Giovanni Augusto também tem salários bastante elevados dentro do contexto atual do elenco. Ele recebe aproximadamente R$ 350 mil mensais. O contrato é válido até o fim de 2019. 

O segundo mais caro: Marquinhos Gabriel

Também reserva, Marquinhos Gabriel teve 70% de seus direitos econômicos comprados por cerca de R$ 12 milhões ao Al Nassr. Diferentemente de boa parte dos demais, o Corinthians tem honrado com os pagamentos combinados com a equipe árabe. Os salários dele estão em patamar parecido aos de Giovanni. 

Pedido expresso de Tite, que viu em Marquinhos o meia ideal para reformular o elenco, ele foi contratado só em abril do ano passado. Mas, bastante criticado pela torcida, foi envolvido em especulações nos últimos meses de que poderia sair para equipes como Grêmio e Santos. Ele tem contrato até julho de 2020.

Guilherme custou mais do que o anunciado

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Guilherme deixou Corinthians para o Atlético-PR

Emprestado no mês passado ao Atlético-PR depois de perder moral com torcedores e comissão técnica, Guilherme custou mais do que os pouco mais de R$ 5 milhões anunciados. De acordo com o balanço, por 100% de direitos econômicos, o preço dele sai em R$ 9,6 milhões ao Corinthians, pagos ao Antalyaspor-TUR. 

Negociado há cerca de 10 dias, Guilherme tinha um dos três maiores salários do Corinthians, ao lado de Cristian, afastado, e Jadson. Os vencimentos mensais do meia-atacante são de R$ 400 mil, quantia que será repartida com o Atlético-PR até dezembro de 2018. O vínculo completo é até dezembro de 2019. 

O mais barato: Marlone

Entre os jogadores adquiridos por quantia elevada e que não se afirmaram, o meia Marlone teve o menor custo entre todos: R$ 4 milhões por 50% de direitos econômicos, quantia paga à Penapolense. O clube do interior paulista tem ligação com o agente e investidor Fernando Garcia - Marlone jamais atuou por lá. Com contrato até dezembro de 2019, foi trocado por empréstimo até dezembro com o atleticano Clayton. 

Por dupla do Criciúma, mais de R$ 10 milhões foram gastos

Rubens Cavallari/Folhapress
Gustavo está emprestado ao Bahia e custou R$ 4,5 milhões

Dois jogadores que pertenciam ao Criciúma que custaram caro e já saíram engordam a conta. Emprestado à Ponte Preta e rival na decisão do Paulista, o atacante Lucca gerou um custo de aproximadamente R$ 5,8 milhões pela compra de 60% de seus direitos econômicos no ano passado após período de empréstimo. Uma porcentagem da quantia foi enviada ao Cruzeiro, que detinha parte dos direitos de Lucca. 

Titular nos primeiros meses de 2016, com Tite, ele teve a aquisição em definitivo solicitada pelo treinador e fechada no fim de março após arrastada negociação por salários que acabaram em cerca de R$ 250 mil. Hoje, o Corinthians paga parte dos vencimentos do jogador para atuar na Ponte, mas o contrato também é longo, até julho de 2019. 

Além de Lucca, lembra do atacante Gustavo? Ele chegou após se destacar na Série B pelo Criciúma e foi, entre todos, o que menos atuou: só nove jogos. Por ele, o investimento foi de R$ 4,5 milhões por 45% de direitos econômicos, com a esperança de ser a solução para a falta de gols em 2016. Ele, porém, não marcou nenhum e chegou a treinar em dois períodos para corrigir deficiência técnica. Está emprestado ao Bahia e com contrato até dezembro de 2020.

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