Para Ceni, manter elenco motivado é o maior desafio como técnico do SP

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • EITAN ABRAMOVICH/AFP

    O técnico do São Paulo, Rogério Ceni

    O técnico do São Paulo, Rogério Ceni

Após quatro meses como treinador do São Paulo, Rogério Ceni já sabe qual é o maior desafio que precisa enfrentar na nova profissão. O ex-goleiro acredita que manter os 34 jogadores do elenco são-paulino motivados seja a principal dificuldade no dia a dia como técnico.


"O maior desafio não é agradar os 11 escolhidos, já felizes por estarem jogando, mas sim manter os outros 23 motivados. Pelo menos a grande maioria, porque todo mundo é impossível. Manter esses ávidos por jogar", afirmou o treinador.
 
O número de oportunidades para os jogadores mostrarem serviço é ainda menor a partir de agora. Eliminado do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, o São Paulo só disputa a Copa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro no restante da temporada. Por isso, o treinador espera contar com um elenco reduzido na sequência do ano.
 
"Ontem [quinta-feira] completei quatro meses de trabalho aqui e até consegui rodar bastante jogador no início com o Paulista e a Copa do Brasil. Em maio, o espaçamento será maior, apesar de ter menos de 72 horas entre o Defensa y Justicia, da Argentina, e o Cruzeiro. Depois serão espaços de seis, sete dias, até chegar junho, com partidas mais próximas. O desafio é deixar todos ligados nos treinamentos. Por isso o elenco mais enxuto é mais fácil porque torna os jogadores menos insatisfeitos por não serem relacionados. Nos treinos, todos trabalham na mesma intensidade e proporção, exceto em trabalhos táticos, quando usamos no máximo 11 contra 11 e fazemos só algumas alterações", explicou Ceni.
 
Entre as mudanças no elenco tricolor está a saída do volante João Schmidt, que a partir de julho vai defender a Atalanta, da Itália. Para o seu posto o técnico vai contar com Militão, promovido das categorias de base.
 
"Já acompanhava o Militão desde que trouxe o Araruna e o Júnior. Ele é mais jovem que os outros, mais verde. Mas vi os jogos do sub-20 e ele vinha muito bem. Tem muito potencial e pode crescer muito. Depende da cabeça, do psicológico de vir ao profissional. Pretendo que o João e o Jucilei passem muita experiência nos próximos dois meses para no segundo semestre estar pronto para jogar", disse o técnico.
 
Apesar de estudar alterações no elenco e de analisar possíveis contratações, o treinador considera distante a possibilidade de trazer o meia Nenê, do Vasco, como foi especulado no Rio de Janeiro.
 
"Ele é excelente jogador, talentosíssimo, com estilo muito próximo ao do Cueva e do Thomaz. O problema é armar um time com Nenê e Cueva, marcando pressão. É um pouco difícil. Até onde sei, os salários dele são altos, ele vem sendo um dos principais jogadores do Vasco e não sei se está disponível no mercado. É um jogador acima de 30 anos, mais velho, e temos o Cícero nessa função. Ele tem qualidade, mas não necessariamente vamos contratá-lo", disse o ex-goleiro.

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