Chileno ironiza perdão da Fifa a Messi: "Queria regras iguais para todos"

Do UOL, em São Paulo

  • MICHAELA REHLE/REUTERS

    Vidal, atacante do Bayern, celebra seu gol contra o Hamburgo

    Vidal, atacante do Bayern, celebra seu gol contra o Hamburgo

Em nota oficial, a Fifa anunciou na última sexta-feira (05) que aceitou um recurso da AFA (Associação de Futebol da Argentina) e retirou a suspensão de quatro jogos que havia sido imposta ao atleta Lionel Messi, 29, por ter ofendido um auxiliar de arbitragem em uma partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia. E isso causou revolta no Chile, que disputa com a Argentina uma vaga no torneio.

Foi esse um dos assuntos, por exemplo, na entrevista concedida neste sábado pelo jogador chileno Arturo Vidal, 29, do Bayern de Munique. Depois de uma vitória sobre o Darmstadt pelo Campeonato Alemão, o meio-campista foi questionado sobre a mudança de posição da Fifa.

"Esse é um tema complicado. Queria regras iguais para todos, mas é bom para a Argentina e é bom para o futebol. Sempre é lindo ver Messi jogar", disse Vidal em entrevista coletiva.

A questão Messi é nevrálgica para as últimas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018. O continente distribui quatro lugares diretos no evento, e o quinto colocado ainda é mandado para a repescagem. Até o momento, apenas o Brasil, com 33 pontos, tem classificação assegurada.

O Chile figura na quarta posição das Eliminatórias, no limiar da classificação direta, com 23 pontos. A Argentina, com 22, atualmente seria enviada à repescagem.

Na atual edição das Eliminatórias, a Argentina fez seis jogos com Messi. Acumulou cinco vitórias e uma derrota. Por outro lado, em oito partidas sem o camisa 10, foram quatro empates, três reveses e apenas um resultado positivo.

A mudança da Fifa sobre Messi, aliás, foi um dos temas mais comentados na imprensa chilena nas últimas horas. Jornais do país chegaram a dizer que a Argentina "voltou a ser intocável" e reuniram memes irônicos sobre a revogação da pena.

Até na Argentina houve questionamentos sobre a decisão da Fifa. "Não há provas suficientes, disse a Fifa. Hahahaha... é a maior piada da última década. É genial contar com Messi, mas que papelão", disse Martín Liberman, apresentador da "Fox Sports" local.

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