BWA cobra R$ 32 milhões do Santos e tenta congelar receita de Globo e Caixa

Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Santos FC

    Modesto Roma Júnior, presidente do Santos

    Modesto Roma Júnior, presidente do Santos

Longe de viver os melhores dias do ponto de vista financeiro, o Santos é alvo de uma cobrança de R$ 32 milhões. Na Justiça, a BWA, empresa que cuida de sistemas de ingressos e catracas, cobra do Santos esse valor pela recisão, em 2016, de um contrato firmado em 2009 e que seria valido até 2018.

Os R$ 32 milhões são mais do que o clube recebeu pela venda direta de Neymar ao Barcelona (R$ 27,3 milhões). Pelo acordo, a BWA teve, desde 2010, direito a 5% da renda bruta dos jogos do Santos na Vila e 8% da renda bruta nos jogos do alvinegro em outras praças esportivas, como o Pacaembu. A empresa também recebia 20 centavos por cada ingresso dado como cortesia pelo clube.

O acordo foi rescindido a 18 meses do final, o que, segundo a BWA, gera a multa de R$ 32 milhões. Na ação, a BWA pede o congelamento de receitas futuras da Globo, Caixa Econômica Federal, CBF e outros patrocinadores.

Em uma primeira decisão, o juiz Carlos Gomes, da 9ª Vara Cível de São Paulo, afirmou que antes de atender aos pedidos é necessário ouvir o Santos e comprovar de forma inequívoca a validade da dívida.

O alvinegro ainda não foi notificado sobre o processo, que começou nesta segunda-feira. Dentro de campo, o Santos estreia no Brasileiro no domingo, diante do Fluminense, no Maracanã.

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