Moradores se mobilizam para entregar pertences das vítimas à Chapecoense

Daniel Fasolin

Colaboração para o UOL, de Medellín (COL)

  • Daniel Fasolin/UOL

    Juan Carlos comprou camisa que outro morador vendia para entregar a familiares

    Juan Carlos comprou camisa que outro morador vendia para entregar a familiares

A cena tem sido recorrente. Após a chegada da delegação da Chapecoense a Medellín, na última segunda-feira, muitas pessoas têm procurado integrantes do clube para entregar objetos encontrados nos destroços do avião. São moradores que ajudaram no resgate dos corpos dos mortos e também dos seis sobreviventes da tragédia e guardaram camisas, fotos, celulares e outros objetos pessoais das vítimas.

Desde o fim do ano passado, quando aconteceu a queda do avião da LaMia que acabou na morte de 71 integrantes do voo, os familiares das vítimas da tragédia aérea tem sofrido com a burocracia para a liberação dos pertences encontrados na aeronave. 

Na tarde desta terça-feira, após Alan Ruschell, Jackson Follmann, Neto e Rafael Henzel, os quatro sobreviventes da tragédia, visitarem o Sierro Chapecó (nome dado ao Sierro Gordo após o acidente), moradores procuraram integrantes da delegação catarinense para entregar tais pertences.

 É o caso de Juan Carlos, morador de Rio Negro e um dos ajudantes no resgate do dia 29 de novembro ano passado. Ele encontrou um outro morador vendendo uma camisa da Chapecoense, do atacante Ananias, vítima fatal do acidente e decidiu comprar a camisa para entregar a alguém quando tivesse a oportunidade.

"Ajudei a tirar corpos de lá e vi todo o sofrimento dos sobreviventes. Sei que os familiares querem e precisam desses pertences e resolvi comprar e entregar", afirmou Juan.

Alguns pertences foram reunidos a La Union e foram armazenados em contêiners que foram entregues à Chapecoense. O restante e a maior parte dos objetos retirados do morro estão armazenados no aeroporto Jose Maria Cordoba de Medellín. Segundo integrantes da empresa inglesa Blake, responsável pelo armazenamento, os pertences já estão catalogados e aguardam agora o final dos trâmites legais e diplomáticos para serem enviados ao Brasil.

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