Fla assina protocolo por estádio acústico e vê Palmeiras como exemplo

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Pedro Ivo Almeida/UOL

    Bandeira de Mello e Marcelo Crivella mostram protocolo assinado

    Bandeira de Mello e Marcelo Crivella mostram protocolo assinado

Após anúncio na tarde da última quinta-feira (11), Flamengo e Prefeitura do Rio de Janeiro assinaram, na manhã desta sexta (12), um protocolo de intenção para construção de um estádio acústico para 25 mil pessoas na sede rubro-negra da Gávea. Sonho antigo do clube, o estádio será erguido onde já existe o campo atual.

Pontos de discordância nas diversas negociações anteriores que acabaram emperrando o desejo do Flamengo, os impactos no trânsito e na vida dos moradores dos arredores será minimizado – segundo o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, e o prefeito da cidade, Marcelo Crivella.
O Allianz Parque, do Palmeiras, encravado em uma área residencial de São Paulo, foi citado como exemplo pelos gestores de modelo a ser seguido.

"O estádio acústico do Palmeiras é um modelo que serve de exemplo para nós. É possível fazer com que as pessoas brinquem, celebrem sem atrapalhar os moradores vizinhos. Os moradores do Selva de Pedra [condomínio vizinho à Gávea] não deixarão de ver filmes ou novelas. Não serão incomodados", garantiu Crivella.

"É possível fazer um estádio acústico, é bom destacar essa palavra, na Gávea. Não havia tecnologia e nem metrô, então sempre esbarrava no trânsito. Como vamos colocar 25 mil pessoas num estádio? Como eles vão chegar, como vão sair. Será uma confusão. O Estado levou o metrô até à Gávea. Vai haver convênio para os jogos. Isso será resolvido", completou o prefeito do Rio de Janeiro.

Prazo de três anos

O presidente Eduardo Bandeira de Mello ainda deu mais detalhes do projeto e citou uma expectativa de três anos para ter o estádio de pé e pronto para uso.

"Será um estádio para 25 mil pessoas em um projeto que ainda não está concluído. Mas já avançamos em contatos com escritórios [de arquitetura]. A ideia é que se tenha um custo barato, não seja nada luxuoso, mas algo bem funcional. A ideia é minimizar o impacto do som no local. Vai ser bonito, funcional e irá valorizar a área", explicou o mandatário, comentando ainda as próximas etapas do processo do sonhado estádio.

"Temos aqui o mais importante: vontade política do prefeito. Vontade nós tínhamos. Recurso, até pela atual situação financeira, também não vai ser problema. Claro que depois tem outras etapas burocráticas a cumprir. Chuto uns três anos para que tenhamos isso".

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