Cruzeiro só tem 4 gols de cabeça e pode resgatar antiga arma com R. Marques

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • LEVI BIANCO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Com 1,90m, Rafael Marques pode recuperar bom rendimento celeste nas bolas aéreas

    Com 1,90m, Rafael Marques pode recuperar bom rendimento celeste nas bolas aéreas

No último domingo, o técnico Mano Menezes comentou pela primeira vez sobre a contratação do atacante Rafael Marques. Questionado sobre o assunto, o comandante citou a estatura do novo reforço como um dos fatores importantes que podem ajudar o time do Cruzeiro. A preocupação do treinador tem fundamento e pode ser explicada pelo baixo aproveitamento nas bolas aéreas da equipe. Apesar de não ser a principal arma em sua filosofia de jogo, os gols de cabeça só saíram por quatro vezes em 2017, número baixo para quem, há pouco tempo, era fatal nesse tipo de jogada. É aí que Rafael Marques pode ajudar.

"O Rafael Marques foi uma possibilidade em função até das carências e das deficiências que nós estamos tendo momentaneamente. É um setor onde você não improvisa, né? A qualidade, a fração de segundo em que as coisas são decididas exige jogadores com essa capacidade técnica para fazer. Ele tem esse perfil e é jogador que aumenta a nossa estatura física do meio para frente, e penso que pode ser jogador muito importante para a gente na temporada", comentou Mano.

Com seus 1,90m, Rafael Marques só é superado pelo zagueiro Dedé (1,92m) no time titular. Em todo o elenco, somente outros dois jogadores são mais altos: os goleiros Rafael, com 1,92m, e Lucas França, com 1,94.

Nos últimos anos, principalmente na dobradinha do bicampeonato brasileiro, o Cruzeiro teve como arma fatal as jogadas de bola aérea. Na equipe comandada por Marcelo Oliveira, jogadores como Dedé, Nilton, Bruno Rodrigo e Marcelo Moreno eram as maiores ameaças. Foi assim que o time celeste liderou o quesito em 2013 e foi campeão de bolas aéreas também em 2014. Em alguns momentos, a equipe chegou a contabilizar mais da metade dos seus gols marcados com a cabeça. Nos anos seguintes, contudo, a média caiu bastante.

Neste ano, dos 48 gols marcados pelo Cruzeiro até aqui, somente quatro foram de cabeça. Léo (contra o Tupi), Manoel (diante do Murici-AL) e Hudson (contra o São Paulo) converteram bem os cruzamentos alçados na área. O outro gol foi de Arrascaeta, também de cabeça, após aproveitar o rebote de uma finalização de Lucas Silva que explodiu no travessão.

Apesar de priorizar as jogadas com passes terrestres e em velocidade, o Cruzeiro tem recorrido ao jogo aéreo quando necessário, mas não obtém sucesso. Isso acontece principalmente quando o time não consegue infiltrar em defesas sólidas e fechadas, sendo obrigada a buscar o gol pelo alto. Contudo, a falta de uma referência dentro da área acaba impedindo que as ações sejam bem concluídas, já que tanto Sóbis, hoje machucado, quanto Ábila não se destacam pela boa estatura (1,72m e 1,75m, respectivamente), mas sim pela qualidade com a bola nos pés.

Envolvido na negociação que levará o lateral Mayke por empréstimo ao Palmeiras, Rafael Marques tem chegada prevista para esta semana em Belo Horizonte. Após realizar os exames médicos, o atacante de 33 anos irá assinar um contrato em definitivo com o Cruzeiro até dezembro de 2018.

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