Rodrigo Caio, Lugano e Pratto agem em defesa de Ceni em crise do SP

José Eduardo Martins e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Thomás Santos/AGIF

    Wesley e Pratto comemoram gol do São Paulo contra o Cruzeiro na Copa do Brasil

    Wesley e Pratto comemoram gol do São Paulo contra o Cruzeiro na Copa do Brasil

As eliminações no Paulista, na Copa do Brasil e na Sul-Americana, aliadas à derrota na estreia no Brasileiro, criaram um clima de pressão no São Paulo. A situação colocou o treinador Rogério Ceni na berlinda e trouxe os primeiros sinais de contestação ao ídolo. Diante deste cenário, Lugano, Pratto e Rodrigo Caio, líderes do elenco são-paulino, começam a agir para proteger seu comandante, fechar o grupo e levantar a moral dos jogadores.

Nesta terça-feira, a divulgação de que o treinador atingiu Cícero acidentalmente ao chutar uma prancheta no vestiário gerou uma série de questionamentos sobre o relacionamento de Ceni com os jogadores. O fato ocorreu durante uma bronca geral, no intervalo do primeiro jogo contra o Corinthians, pelas semifinais do Paulista; no mesmo dia, o ex-goleiro também discutiu com Rodrigo Caio sobre o episódio do "fair play" com Jô. Diante deste contexto, os três jogadores são-paulinos agem no sentido de unir o elenco e negar problemas com o comandante.

Ainda no domingo, após a derrota diante do Cruzeiro, Rodrigo Caio procurou, por conta própria e a portas fechadas, funcionários do clube. Expressou apoio a Ceni, defendeu sua permanência e disse acreditar em uma volta por cima. O zagueiro deu entrevista nesta segunda-feira e reconheceu que as derrotas abalaram a confiança do grupo, mas repetiu a defesa de seu treinador, agora publicamente.

Lugano se ofereceu para fazer o mesmo em entrevistas. A amigos, o zagueiro, que só tem contrato até junho de 2017, revelou que usa sua liderança para tentar unir jogadores em torno de Ceni. O próprio uruguaio conversou com o ex-goleiro depois da eliminação na Sul-Americana, diante do Defensa y Justicia, e tenta ajudar na recuperação da confiança do elenco. 

De Pratto, partiu a ideia de que os jogadores experientes sejam os interlocutores com imprensa neste momento de crise: não à toa, o argentino falou na sexta, seguido por Rodrigo Caio e Jucilei - todos atletas mais rodados, de renome e liderança no elenco.

Ceni tem procurado conversar com alguns jogadores nos últimos dias justamente para tentar retomar o foco do grupo. Antes da partida contra o Cruzeiro houve também uma reunião somente entre os jogadores, também para tentar unir o elenco e reverter a pressão que atinge o Morumbi.

A relação entre Ceni e o elenco são-paulino não é perfeita. Há dentro do grupo quem considere que o comandante é muito preso a discussões táticas e teóricas, e deveria avaliar mais as questões pessoais de cada atleta, com conversas individualizadas e frequentes. Alguns dos jogadores que não vem tendo oportunidades também não estão satisfeitos com a situação.

Pessoas ligadas a vários atletas, entretanto, ressaltam que Rogério tem o respeito dos comandados, que inclusive gostam de sua proposta de jogo e método de treinos. O São Paulo tem nova chance de reverter o mau momento na segunda-feira, quando recebe o Avaí, no Morumbi, pela segunda rodada do Brasileiro.

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