Danilo conta bastidores de final lesionado: "Jogo mais difícil da vida"

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Jeremias Wernek/UOL

    Danilo Fernandes admitiu que sentiu dores durante final do Campeonato Gaúcho

    Danilo Fernandes admitiu que sentiu dores durante final do Campeonato Gaúcho

Danilo Fernandes está de volta ao gol do Inter. Mas antes mesmo do regresso oficial, o goleiro foi chamado e disputou a final do Campeonato Gaúcho, em que após empate em 1 a 1, o Colorado foi superado pelo Novo Hamburgo nos pênaltis. Mesmo com 30 dias de uma recuperação de fratura no pé esquerdo previsto para 60, ele atuou e revelou, nesta terça-feira (23) os bastidores daquela partida. 

"Não foi surpresa (atuar naquele jogo). Porque não tinha goleiro. Era eu ou o Marcelo (Lomba). Um dos dois teria que jogar. Fizemos um trabalho forte na semana. Parecia que os goleiros não estavam treinando, porque não fomos para o campo, mas fizemos um trabalho com bola na academia, em espaço reservado, usando tênis e com tudo para reduzir impacto no meu pé e na coxa do Marcelo. Até dizíamos que era melhor ir para o campo, porque foi muito pesado. Em Viamão e em Caxias treinamos com bola", disse Danilo. 

A necessidade de atuar surgiu quando, nos momentos finais do jogo de ida, Keiller sofreu uma luxação no cotovelo esquerdo. Sem qualquer condição de entrar em campo, deu lugar a Marcelo Lomba na ocasião e posteriormente a Danilo no compromisso de volta. Só os três estavam inscritos no Gauchão e a Federação Gaúcha de Futebol não abriu exceção para colocação de outro. 

"Foi uma semana tensa. Para dormir estava complicado. Sonhava quase toda noite com alguém chutando bola, eu defendendo, com o jogo. Falávamos que estava complicado para dormir. Ficamos apreensivos... Tivemos que ir para a partida", completou. 

No jogo, Danilo não conseguia repor a bola com os pés. Precisou intervir em vários lances, mas não apareceu fazendo grandes defesas. O Novo Hamburgo pouco chegou. E contou com o gol contra de Ernando para marcar. O Inter fez com Rodrigo Dourado, mas o empate levou a decisão para os pênaltis e ali foi quando o goleiro sofreu mais. 

"Eu estava parado há um mês. E ir para um jogo de alto nível é complicado. Vão falar que é desculpa, porque fazemos isso a vida toda, mas não é. Quem acompanha o trabalho sabe que é muito difícil quando se está parado tanto tempo. Tive que jogar, coloquei uma proteção no pé, mas não adiantava. Tomei remédios, fiz uma tratamento no local. No segundo tempo senti dor. O pé estava latejando, incomodando, mas com a adrenalina se vai embora. O problema é que se pensa no movimento, se demora, acaba chegando atrasado na bola. Toda hora eu lembrava do pé. Eu disse para minha esposa que foi o jogo mais difícil da minha vida. A estreia no profissional foi mais calma. Este foi o mais difícil da vida. Uma concentração extrema. Saí muito desgastado. O resultado não foi o que queríamos. Fomos para os pênaltis e ali o pé doeu bastante.... Mas passou. Isso vai servir, não de aprendizado porque não queremos que ninguém jogue lesionado, mas vamos contar história", finalizou. 

Agora totalmente recuperado, Danilo Fernandes deve ser o goleiro do Inter contra o Paysandu, no sábado, pela terceira rodada da Série B. O jogo será disputado às 16h30 (de Brasília), no estádio Mangueirão. 

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