Cristiano Ronaldo teria sonegado 8 milhões de euros da Fazenda, diz rádio

Do UOL, em São Paulo

  • Curto De La Torre/AFP

A Agência Tributária espanhola teria concluído a investigação fiscal contra Cristiano Ronaldo e concluído que o português sonegou 8 milhões de euros da Fazenda entre os anos 2011 e 2014. As informações são da rádio "Cadena Ser" e foram divulgadas nesta quarta-feira (24). 

A investigação, segundo a emissora, foi enviada às autoridades de combate ao crime econômico de Madri para que se decida se o craque será autuado judicialmente ou não. Há dúvidas entre os próprios investigadores da Agência Tributária se cabe ação penal contra o atacante. 

Cristiano Ronaldo teria enviado seu dinheiro ao paraíso fiscal das Ilhas Virgens, mas depois que as autoridades espanholas começaram as primeiras investigações sobre fraude fiscal de jogadores de futebol, o português decidiu regularizar todo seu capital no exterior. A rádio diz que ele o fez antes mesmo de ser investigado. Para acertar as contas com a Fazenda espanhola, CR& pagou toda a quantia supostamente fraudada no exercício fiscal de 2014. 

Na Agência Tributária, agora, duas diferenças de entendimento entre os investigadores se apresentam como fundamentais. Parte dos integrantes considera que Cristiano Ronaldo deveria ter aberto uma declaração complementar de cada exercício fraudado, pagando o correspondente de todos eles, e não acumular tudo em 2014, o que motivaria ação penal. Outra parte, a favor de resolução administrativa, nota, sobre o mesmo assunto, que o português, ao escolher essa fórmula, pagou também as quantias sonegadas em 2009 e 2010 - se fosse feito da forma sugerida pelo primeiro grupo, os delitos desses anos estariam prescritos e o valor não poderia ser cobrado.

A outra discrepância se dá porque Cristiano Ronaldo teria declarado como direitos de imagem uma parte do dinheiro que na verdade foi recebida por luvas e prêmios. O modelo de tributação de um e de outro é distinto: para direitos de imagem, a taxa de desconto é de 20%; no outro caso, de até 43% para contratos firmados a partir de 2010. Parte dos investigadores creem que a solução, também neste caso, pode ocorrer por via administrativa e outra parte defende que se deve recorrer a uma ação penal. 

A decisão, contudo é das autoridades de combate ao crime econômico de Madri, que agora analisará a documentação enviada pela Agência Tributária e optará por denunciar ou não o camisa 7 do Real Madrid por fraude fiscal.

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