Investigação: Rosell levou 41% dos direitos de TV de amistosos da seleção

Do UOL, em São Paulo

  • Alejandro García/EFE

O ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell recebeu até 41% da venda dos direitos de transmissão de 24 amistosos da seleção brasileira entre 2006 e 2012. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (24) pelo jornal "El Confidencial".

A comissão que Rosell teria recebido ocorreu na fase em que ele acumulou as funções de empresário de marketing e de presidente do Barcelona.

Ele foi diretor da multinacional Nike no Brasil e negociou o contrato com a CBF para que a empresa americana se tornasse a fornecedora de material esportivo da seleção.

Rosell e sua mulher, Marta Pineda, foram presos na terça-feira, acusados de lavagem de dinheiro relacionada com os direitos de imagem da seleção brasileira.

Rosell e Marta teriam recebido indevidamente a quantia de 15 milhões de euros (R$ 55 milhões) por "serviços de marketing e promoção" de jogos da seleção brasileira de 2006 a 2012, período que tinha Ricardo Teixeira no comando da CBF.

O "El Confidencial" informa que os valores ocultados por Rosell foram frutos de acordos com o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A defesa do ex-mandatário da CBF nega envolvimento e desconhece o assunto.

Operação Jules Rimet

 
De acordo com informação divulgada pelo "Estado de São Paulo", as investigações da "Operação Jules Rimet" na Espanha e do FBI apontaram que parte da renda dos direitos de transmissão dos jogos da Seleção Brasileira era desviada para contas secretas.
 
A renda fora desviada inicialmente para empresas no Qatar e, em seguida, terminaria em Andorra. A operação, que prendeu cinco pessoas, traz a suspeita do FBi sobre um desvio de US$ 20 milhões (em torno de R$ 67 milhões) para a conta de Ricardo Teixeira.
 
Além disto, US$ 140 milhões (R$ 460 milhões) teriam sido utilizados em pagamento de propinas. Uma parte iria para Ricardo Teixeira, e outra para J.Hawilla. A investigação ainda indica que há contratos de fachada entre Rosell e a CBF, no qual parte da renda de amistosos jamais chegou ao Brasil. A prática teria iniciado em 2006.
 
O ex-dirigente do Barcelona e Ricardo Teixeira mantiveram uma amizade, em especial na época em que Rosell representava a Nike no Brasil. Sandro Rosell passou a ser investigado em torno do suspeito valor do amistoso entre a Seleção Brasileira e Portugal.

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