"Quero sair do Corinthians como entrei", desabafa o volante Cristian

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

O volante Cristian, afastado no Corinthians, tornou a desabafar na imprensa por causa de sua condição na equipe. Nesta sexta-feira (26), em entrevista à "Band", ele disse que, se não for utilizado em campo, pretende deixar o clube - e acrescentou que gostaria de sair pela porta da frente: "Quero sair como entrei". 

"Estão querendo colocar o Cristian como um problema. Acho muito desagradável isso", avaliou. "Já escutei muita gente falar de salário. Cada um ganha o que merece. A situação do Corinthians era um que dava para me pagar. Aceitei, vim para o Corinthians. Não ganho nada daquilo que falam. O problema não tem nada a ver com dinheiro", prosseguiu. 

O jogador lamentou o fato de ter vínculo com o clube paulista, mas nem mesmo treinar com o grupo. "Se eu estivesse desempregado, poderia resolver sozinho". Segundo ele, devido ao contrato com duração até o fim do ano, toda proposta que recebe tem de passar pelo Corinthians - e o time não dá andamento às negociações.

Cristian ressaltou que o carinho que tem pela equipe não mudará, independentemente do que aconteça, e fez questão de elogiar Carille. Desde que voltou ao Corinthians, ele teve chances com Tite e Oswaldo de Oliveira. Carille, nas duas passagens pelo comando, preferiu não utilizá-lo. 

"É um grande treinador. E eu disse para ele, na cara dele, que se o Corinthians o tivesse mantido, estaria na Libertadores", disse. "Jogar ou não jogar é uma opção do treinador e respeito muito isso", repetiu ao longo da entrevista o volante, que quis deixar claro o que lhe incomoda: o fato de treinar separado e não poder mostrar seu valor. 

Cristian tornou a contar como se deu seu processo de afastamento. Disse que no começo do ano já sentia que não seria inscrito no Paulistão, mas acabou sendo levado para pré-temporada nos Estados Unidos e, sem posição oficial da diretoria, não procurou transferência. Ele afirma que só soube que não estava na lista do estadual dois dias antes da estreia. 

"Quando deu dois dias para começar o Paulista, me avisam que não seria inscrito. Não consigo ver transparência nisso. Vou para onde faltando dois dias? Me falaram, aceitei e só perguntei: 'Qual é a transparência que vocês têm? Para mim isso não é transparência", relatou. "Mas eu chego em casa, olho para os meus filhos e durmo bem, com a consciência tranquila". 

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